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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

É... globalização dá nisso

A ansiedade tomava conta: vovó e Faisca estavam saindo de férias e iam pra casa da Tia Mo pelo ar, de Azul. Madrugada do dia 12/12/09, 04 horas da matina. Acordei cambaleando, apressada para não perder hora.

Mesmo assim, não contava com a chuva que cairia minutos depois e que me fez levar quase o dobro do tempo para chegar em Viracopos. 

Eram 06h08. O vôo sairia às 06h15. O dificil foi  fazer beicinho pra  engrupir o "aeromoço de chão"  e tentar convencê-lo a parar o avião para o embarque dos dois. Perda de tempo. Não adiantou beicinhos, caras e bocas e nem um "PUTAQUEOPARIU".


- "Senhora, vá até a loja da Azul para remarcar a passagem, por favor"!

OK. Você venceu. Vamos lá. 06h20 - fila básica na tal loja. Umas cinco pessoas na minha frente e uma senhora já sendo atendida.

Meu humor, que já não era dos melhores, estava piorando a cada minuto demorado de espera. Meu único alento é que não fomos os únicos a perder o vôo. Outros também tiveram problemas no embarque e, assim, a fila anda... devagar, mas anda.

Com o saco prestes a estourar, escuto, assombrada, a atendente levantar o tom de voz com aquela senhora que já estava no balcão quando cheguei.

Pela conversa eu já havia entendido que os parentes dela haviam chegado poucos minutos após o fim do check in e embarcaram sem ter pago alguma coisa. Sei lá, isso não ficou claro pra mim, mas ela estava devendo algo que parecia ser a taxa de embarque ou excesso de bagagem e era pouco mais de R$ 30,00. E a moça explicava e explicava e a mulher não queria entender.

De repente, começou a falar alto, dizendo que aquilo era um roubo, que os parentes não foram avisados que teriam que gastar mais dinheiro, que se a pessoa não tivesse dinheiro como ia fazer, etc. etc. E não se contentando, resumiu:

- "Pode deixar por minha conta que vou procurar um "DEVOGADO" pra processar esse avião e vocês vão ter que pagar indenização. Vou agora mesmo no Procon". 


E a aeromoça de balcão: 

- " Não seja por isso, se a senhora quer assim, vamos fazer o procedimento correto. Vou fazer tudo por escrito e vamos todos assinar. Ai a senhora leva para o advogado, para o Procon e para onde mais quiser".

Ui! Doeu. Quase fui saindo de fininho, de tanta vergonha pela mulher. Aquilo foi demais pra mim aquela hora da manhã.


Já imaginou se ela soubesse que tinha um causidico logo atrás, no fim da fila? Eu não teria paciencia para explicar que era ela quem estava errada.  Ignorância é algo que não entra na minha cabeça e essa doença não distingue classe social, atinge todas.


Moral da história: nada contra a globalização, ao contrário, acho ótimo a oportunidade de todos terem acesso aos mais diversos meios de comunicação, transportes e tecnologia, etc. etc. 


Mas... como não podia deixar de ser, nada é perfeito. Até o aeroporto já perdeu o "gramour".






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