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terça-feira, 25 de março de 2014

Inconsciência negra

Particularmente não concordo com a criação de um "Dia da Consciência Negra", pois acredito que no mundo em que vivemos, com tanta evolução, tal lembrança seria desnecessária, pois não deveria haver separações de qualquer tipo, seja de raça, religião, sexo, cultura ou condição social. Deveriamos comemorar o "Dia da Consciência da Humanidade", onde a homenagem seria ao respeito a diversidade e a falta de preconceito.

Mas, ainda que a globalização torne as mudanças ao nosso redor cada vez mais rápidas, onde os avanços tecnológicos ocorrem a cada minuto, o mesmo não acontece com  a evolução humana que não acompanha o mesmo ritmo.

O espírito humano ainda está ancorado numa era ultrapassada e nebulosa, onde a violência, a intolerância, o preconceito, o desrespeito ao outro, aumentam a cada dia, nos obrigando a criar mecanismos que nos façam lembrar de coisas que já não deveriam existir, como o preconceito racial.

Daí a necessidade do "Dia da Consciência Negra", para que os preconceituosos não se esqueçam de que, apesar de sua existência, o mundo evoluiu, sim, e a luta pela liberdade de nossos irmãos negros deve ser respeitada, pois muito sofreram e ainda sofrem as consequências das chibatas e dos atos desrespeitosos contra sua raça, religião e cultura, praticados durante toda a colonização e desenvolvimento dessa nação.

Nação que de branco puro, tem apenas a cor na bandeira nacional, afinal, somos um Brasil mestiço, multifacetado pelas cores e culturas de todos os povos imigrantes, que contribuiram para formar o DNA de cada brasileiro, cujo sangue corre nas veias também com o gene da raça negra.

Em Nova Odessa, interior de São Paulo, na contramão da história, um vereador pretende apresentar um projeto de lei que, se aprovado, criará o mês da consciência negra, revogando o feriado do Dia Municipal da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro, como em muitas outras cidades do Brasil.

O projeto é todo pomposo, exalta a importância dos negros no desenvolvimento do país e ainda propõe a criação da medalha "Zumbi dos Palmares", honraria àqueles que se destacarem nos movimentos sociais no combate ao racismo e disseminação da cultura afro-brasileira.

Seria louvável a propositura não fosse a intenção por trás da mesma, ou seja, prestigiar e agradar o comércio local, que não quer mais um feriado no calendário municipal atrapalhando os seus negócios, como se em um único dia fossem privados de todas as vendas do ano.

Muitos devem pensar: "e daí? qual a diferença ser ou não feriado? Tal fato não vai diminuir o preconceito". 

Outros tantos devem dizer: "que pena, menos um feriado para tomar cerveja"; e outros ainda: "que bom, um feriado a menos para atravancar o desenvolvimento do país, que já tem feriados demais".

Talvez para você, que como eu, tem a pele quase transparente,  de um branco fantasmagórico, quase anêmico, o fato de ser ou não feriado não tem qualquer importância.

Todavia, para nossos irmãos negros tal data é mais uma conquista, um dia em que os movimentos sociais afro-descendentes não só fazem festas, mas aproveitam para movimentar-se no sentido de conscientizar o próprio negro de que sua negritude é parte importante desse país e que sem a coragem de seus ancestrais, sem o trabalho árduo de seus pais, avós, tataravós, os branquinhos não estariam na crista da onda de um país tão rico de cultura, exatamente por ser um produto proveniente de raças multicores.

E aí, em uma pequena cidade do interior, por pura vaidade, apenas para atender o clamor de alguns poderosos,  revoga-se o feriado, na surdina e sem aviso, sob alegação de que um dia não é o suficiente para homenagear tão importante cultura, e por isso tal homenagem deve estender-se por um mês inteiro, oportunidade que trará maior conscientização da população. 

E acredite, o pior não é isso. Feio mesmo é um outro vereador, talvez envergonhado por estar apoiando a idéia do colega, propor uma moção de aplauso a principal ativista de movimentos sociais afro-descendentes do município, na tentativa vã de convencê-la de que a propositura é sim, algo grandioso.


Isso parece piada, mas não é. Piada é o fato de que a lei que se pretende revogar é de autoria do antigo presidente da Câmara, hoje homem de confiança da administração municipal, da qual, o autor da nova proposta, é líder de bancada na câmara, portanto, do mesmo grupo político, que pelo visto, dá com uma mão e tira com a outra.

Parabéns nobres vereadores, pela incansável falta de senso comum, pela constante falta de vergonha na cara, e pela total falta de consciência negra, branca, rosa ou colorida.

A vocês, o povo propõe uma moção de aplauso por tanta palhaçada e deserviço a população.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Olha o NOVA FARRA aí, gente!


"Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí".

E foi assim, ao som das antigas marchinhas, que o Bloco Nova Farra pisou na passarela do carnaval Nova Folia 2010.

Sem  nada pra fazer, eu e alguns amigos resolvemos criar um bloco de carnaval para participar do desfile de blocos promovido pela Coordenadoria de Cultura.  

Faltando 03 dias prá folia, o bloco  ainda era apenas uma idéia, sem nome, sem cores, sem fantasia e sem componentes. Deveria ter sido batizado de "Na última hora". Ainda assim, animados com a perspectiva de pagar mico diante do "grande público", juntamos nossa tchurminha e demos a cara à tapa, de bermuda e camiseta e caímos na farra. 

Éramos, como dizem, meia dúzia de gatos-pingados ou meia dúzia de caraminguás, mas a animação e a alegria contagiaram aqueles que se dispuseram a nos ver. O bloco, que, dois dias antes havia contabilizado 30 integrantes, apresentou-se com 20 pessoas, as mais animadas, por sinal. 

Garanto que quem foi não se arrependeu, pois nos divertimos a valer. Dançamos e cantamos por mais de 01 hora as antigas marchinhas de carnaval, acompanhados pelo bloco da USMANO, que também era só animação. 

Pode-se dizer que foi um carnaval em família, de família e para a família, como nos velhos tempos. Havia crianças e vovós, todos se divertindo juntos. Até troféu recebemos. E ainda tinha o pessoal da APNEN vendendo aquele chopinho gelado. A barraca estava a maior animação.

Pena que faltaram nossas amigas, as irmãs Shirlei e Marizilda Barbosa, que desfilariam na frente, como passistas. O fio dental ficou guardado, caso elas resolvam usar em 2011. Também sentimos falta da D. Benedita, que preferiu ficar em casa, rezando para que o Fenômeno fosse liberado pro próximo jogo do Timão.  E a Dani, né, que agitou, agitou, mas não apareceu. Acho que ela ficou com medo que o Marlos resolvesse se fantasiar de odalisca e abalar as estruturas do local. 

Tudo bem, moçada, ano que vem tem mais. E na próxima, vamos ver se conseguimos nos organizar com antecedência prá que a evolução na passarela seja  mais contagiante. Agora é só saudade.

"Bandeira branca, amor. Não posso mais, pela saudade que me invade eu peço paz".

Parabéns Bloco Nova Farra!

Joseane, Eduardo e Vovó Ana
Merenda
Sérgio
Juliana, Renato e Lucas, Vovô João e Vovó Lúcia
Ramella, Rita e Pedro
Valéria, Eduardo e Ana Paula
Renata, Nelsinho e familiares
Andreza e amiga do Maranhão (esta estava com o pé engessado)

As fotos estão ai, para quem quiser conferir o carnaval da sereia aposentada. 

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Empório da Deisy

Hoje conheci o Empório da Deisy.

Havia lido no jornal de sábado sobre a inauguração e que eles tinham produtos diet. 

Passei lá no fim da tarde para xeretar e ver o que tinha de bom. 

Amei o lugar: acolhedor, bonito e charmosissimo. Como disse meu "tiozão da Sukita", nem parecia que estávamos em Nova Odessa. Show!

Para não passar em brancas nuvens, me acabei em um pedaço gigante de torta de frango com catupiry, que estava ótima e fui conferir os produtos diet.

Para quem não é doce como eu, aproveite. Tem sorvete da Sottozero, produtos orgânicos, doces, geléias, macarrão importado, enlatados, chocolates importados, etc., etc. 

Tudo muito bom e o preço justo, além da simpatia dos funcionários e proprietários.
Fiquei feliz. É o "pogresso" chegando ao Paraíso do Verde. 

Parabéns aos irmãos Deisy e Walter ou Werner Musenek (me desculpem, mas confundi o nome e não sei se é um ou outro).
Quem quiser conferir, o Empório da Deisy fica na Rua Independência, 472 - Centro - Nova Odessa/SP. 3476.5229.

(É só a Vovó e o Faísca voltarem, lá vamos nós tomar um cafezinho no fim de tarde). 


domingo, 27 de setembro de 2009

Moro no Paraiso do Verde



Esta semana Nova Odessa foi atingida por um vendaval, que, em segundos, deixou vestígios assustadores e a população amedrontada, principalmente no Jd. São Francisco.

Todos comentavam que o local parecia ter sido alvo de um ataque terrorista, e que o bairro parecia estar em uma zona de guerra, tamanha a destruição que se via.
A força do vento varreu tudo o que encontrou pelo caminho: dezenas de casas e comércios foram destelhados, paredes e muros destruídos, árvores arrancadas pela raiz, postes caídos, lama e entulho, muito entulho.

Por sorte não houve vítimas e não se tem notícias de desabrigados, restando agora, contabilizar o prejuízo.

Apesar do susto e da consternação pelos moradores do local, sinto-me na obrigação de ressaltar o trabalho da administração municipal, não somente porque faço parte dela, mas principalmente, porque sou cidadã novaodessense.

A rapidez e presteza com que as equipes da prefeitura atenderam os munícipes foi um exemplo que todos os administradores públicos deveriam seguir, com o intuito de melhorar, não só a qualidade de vida dos cidadãos, mas a credibilidade da população em nossos políticos.

Já o fiz pessoalmente, mas achei por bem aqui registrar o excelente trabalho do assessor de obras e urbanismo e toda a sua equipe, assim como o trabalho dos setores de engenharia, SESMT, Saúde, Segam, Coden, e, logicamente, as “meninas” da promoção social e o pessoal da escola Augustina.

Foram rápidos, determinados e incansáveis, e não esqueceram o respeito e atenção que aquelas pessoas precisavam naquele momento.

Parabéns a todos, e claro, parabéns ao Prefeito Manoel, que não titubeou na decisão de colocar os servidores e a administração a serviço da população.

Por tudo isso posso dizer que moro no paraíso, pois tenho orgulho da cidade que escolhi viver e que tão bem me acolheu, Nova Odessa – Paraíso do Verde.

* a imagem foi retirada do site oficial de Nova Odessa (novaodessa.sp.gov.br) 



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