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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O melhor do mundo!


Conversávamos, eu e meu filho, sobre estarmos, finalmemte, nos exercitando, quando eu disse que isso teria sido a melhor coisa que fiz na vida.

Imediatamente, ele me respondeu:

- Não, mãe, você está errada. Isso pode ter sido a segunda melhor coisa, mas eu sou a melhor coisa que você fez na vida. 

Contra fatos não há argumentos: meu filho é a melhor parte de mim, o melhor que fiz na vida.

Amocê de tantão, Edu.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Por isso somos diferentes dos animais: nós pensamos


Esses dias contei ao meu filho que o pai havia sonhado que eu estava grávida e esperávamos uma menina.

"Que legal né filho? Já imaginou você com uma irmãzinha? Que lindinha. Você já está um mocinho, ia poder ajudar a mamãe a cuidar dela".

Geralmente, a resposta é sempre um sonoro NÃO, EU NÃO QUERO E NÃO PRECISO DE UM IRMÃO! Mas, para minha surpresa, desta vez foi diferente. Com a maior calma do mundo, ele me olhou e disse:

"Você está mesmo grávida? É verdade"? 

"Não filho, foi só um sonho que seu pai teve e me contou. A mamãe não pensa em engravidar novamente".
.
"Ah! Tá. Sabe porque mãe, o problema de uma irmã é que eu até poderia ajudar você a cuidar, mas pensa bem: quando eu estiver com 18 anos, ela estará com 9. Você consegue imaginar a quantidade de coisas que ela terá com 9 anos? Será o dobro das coisas que eu tenho, porque, menina, você conhece como é. Veja as primas, elas acham tudo lindinho, tudo bonitinho, querem comprar tudo. Um monte de roupa e de sapato. Já imaginou o seu rico dinheirinho? Ainda bem que foi só um sonho, né? Só meu pai mesmo".

domingo, 14 de agosto de 2011

Feliz Dia dos Pais!


À sombra da gestação e do parto, indiscutível o papel das mulheres e, portanto,  inconcebível não sublimar a figura das mães, o que faz com que o papel de pai fique sempre em segundo plano diante do milagre da vida. 

Ao lado daquela que é considerada um ser sublime, eles ficaram relegados ao papel de  coadjuvantes. No entanto, há anos vemos muitos coadjuvantes roubarem a cena e o brilho dos protagonistas.

A cada dia vemos mais e mais homens entregues ao papel de "pães", não só participando cada vez mais da criação dos filhos, mas invertendo os papéis e sendo, muitas vezes, mais mães que as próprias.

O que vejo são homens mais corajosos, mais sensíveis e mais conscientes do papel, não de homem, mas de seres humanos. As novas gerações aceitaram o fato de que a testosterona não os impede de agir com afabilidade sem lhes tirar a masculinidade.

Ao menos a minha geração e, principalmente as anteriores, sempre olhou para os pais como aquele ser austero, responsável pela manutenção do lar, guardião dos bons costumes, protetor da família. Os pais sempre foram amados e respeitados, mas nunca reconhecidos como seres humanos, afáveis e amigos. Eram nossos super-heróis, nossos protetores, mas, como os heróis, blindados e distantes. E com isso não quero dizer que eram menos pais ou menos amados ou que nos amavam menos. 

A questão cultural exigia dos homens o cumprimento desse papel e, obviamente, como tudo no mundo, foi se modificando e evoluindo. Digamos que, hoje, os homens não precisam deixar de ser eles mesmos para serem pais. E  é isso que muda tudo. Os filhos continuam vendo seus pais como super-heróis, mas sabem que eles não são intangíveis e tampouco estão livres dos efeitos da kriptonita. Os nossos guardiões passaram a ser mais admirados e mais amados exatamente por terem a imagem mais próxima dos seres comuns, que amam, se emocionam, se ressentem e até se machucam e perdem a linha de vez em quando, mas não deixam de ser humanos.

Infelizmente tive pouca convivência com meu querido pai, que faleceu no início da minha juventude. Dele posso dizer que era amado e que nos amava, mas não posso dizer quem era, como era e quais os seus sonhos e anseios. Não por ter morrido jovem, mas porque, como os pais mais antigos, tratava os filhos como filhos, e se punha no papel de pai, aquele que tinha obrigação de não demonstrar suas carências, seus medos, seus sonhos, mas apenas de manter a sua condição de paladino da justiça, que coisa alguma pudesse atingir. Fazia isso por amor aos filhos, por respeito, para nos encorajar, para nos defender, mas não nos permitiu conhecê-lo verdadeiramente.

Vejo na convivência de meu filho e seu pai um amor diferente, um amor mais palpável, uma admiração mútua, uma amizade verdadeira. Há respeito e compreensão, reconhecendo-se as diferenças e as limitações de cada um, apesar da distância de gerações. Há uma troca de experiências e conhecimentos.

Ao redor olho meus amigos, uns mais jovens outros nem tanto, que, no papel de pai, mostram o que tem de melhor: humor, carinho, tolerância, paciência, respeito às fraquezas humanas. São os mesmos pais de ontem e de sempre, mas com muito mais verdade, muito mais afeto, porque não ocultam sua essência.

Por isso, esta figura indiscutivelmente impar, que são os pais de ontem e de hoje, merecem todo o nosso carinho, nesse dia dedicado inteiramente à eles, nossos e todos os SUPER-PAIS.

Ao meu pai, Antonio Carlos, que mesmo em outra dimensão continua olhando por mim, obrigada pela vida e por sua companhia durante parte da minha jornada na Terra. Mesmo durante a sua curta passagem pela minha vida, aprendi, nas entrelinhas, a reconhecer a sua essência.  Até breve!

Ao pai do Edu, seu Zé Roberto, meu carinho e gratidão por ser um pai presente e amigo, e por deixar se reconhecer em sua essência, por ensinar meu filho a ser humano, a sensível e carinhoso e ter respeito pelos outros.

Feliz Dia dos Pais ao meu cunhado Gilson, Jorge, tio Gê, tio Josean, Cabeção, Jabs, Volner,  Zé Buttini e todos os outros super-pais que conheço. À vocês, aquela que acho a maior homenagem a todos os pais: Pai, de e com Fábio Jr.






segunda-feira, 27 de junho de 2011

Chá das cinco!


Mandamos para minhas sobrinhas uma pequena caixinha de madeira, bonita e delicada.

Ontem perguntamos se elas haviam gostado e se sabiam para o que servia a tal, ao que responderam:

- É linda tia, nós adoramos o porta-chá! 

Cai na gargalhada. Detalhe: a tal caixinha não é um porta chá, é um porta-absorventes!

Culpa minha, deveria ter enviado um manual de instrução junto com a caixinha, ou ao menos ter mencionado, "não utilizar como porta-chá".

sábado, 9 de abril de 2011

O dedo não é seu!

A semana passada meu cunhado (como digo, tem que começar com "cu", né?) sofreu um acidente de trabalho, e teve um de seus dedos (o do meio, claro)  esmagado.

Foi um susto para todos nós, que, morando longe, não tinhamos certeza da gravidade do caso. Horas vem e vão e aguardando o final da cirurgia que não tinha fim, as ligações telefônicas não cessavam e as especulações acerca do assunto não tinham fim.

Conhecendo as netas, minha mãe se preocupou com a Yara, sabendo que é a mais "encanada". Percebemos, pelas ligações que ela realmente estava  preocupada e tentamos encorajá-la.

Descobrimos que nossa preocupação era desnecessária, pois minha sobrinha Yngrid, a caçula das três, já tinha se encarregado de "acalmar" a irmã mais velha:

"Porque você está chorando? O dedo nem é seu!"

Resumo da ópera:

Meu cunhado teve o dedo esmagado e precisou de uma cirurgia para reparação. Está de molho, mas, graças  à Deus, está bem. Acho que ainda vai conseguir mostrar o "dedo do meio". E, por outro lado, mesmo que haja sequelas, o que tenho a dizer à ele é: 

"Não se preocupe com o dedo, afinal, conhecemos um metalúrgico que, com um dedo a menos, até foi presidente por duas vezes".

Moral da história: cuidado onde enfia o dedo, principalmente se não for o seu!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

LÓGICO, ISSO É LÓGICA!

Durante uma das sessões noturnas de "tarefa escolar" em que a matéria era sobre versos, rimas e estrofes:

Pergunta da apostila: na estrofe acima, o que as palavras grifadas têm em comum? (no caso, as palavras eram calafrio e frio)

Resposta óbvia: formam uma rima.

Resposta lógica do Faísca: 
uma palavra é maior que a outra e elas tem o final igual.

Lógico, né? Calafrio é maior que frio e tem o mesmo final... só eu não percebi.

sábado, 24 de abril de 2010

Telefone sem fio



Feriado de 21 de abril. Preguiça pós-almoço. Por volta das 13h30 toca o celular da mamis. Pela conversa e exaltação, percebi que algo ou alguém não estava bem.

Levantei o olhar em sinal de interrogação e a resposta caiu como uma bomba:

- É o Ju (meu primo). Está na UTI desde ontem. Está passando pela 2ª cirurgia na cabeça. Meu Deus! Coitadinho! O que será que aconteceu?

- Nossa, isso é sério. O que aconteceu afinal? O que foi que a Tia Kiki te falou?

- Ela ligou para o Tio (Josean, irmão da minha mãe, pai do Junior, moram no RJ) para dar os parabéns (era aniversário dele). A d. Isaltina (sogra do meu tio) que atendeu e disse que ele havia descido. Então ela ligou no celular e ele contou que o Ju estava internado há dois dias e estava passando pela 2ª cirurgia na cabeça porque havia batido a cabeça na porta. Depois disso, ele disse que a ligação estava péssima e que ligava de volta mais tarde.

- Mas, mãe... bateu a cabeça onde, como alguém bate a cabeça na porta e vai pra UTI? Ela não perguntou detalhes? Como ele está? Corre riscos?

- Não sei. A tia Kiki disse que o tio estava no salão de festas comemorando o aniversário com os amigos e não quis falar muito. Tinha barulho e a ligação estava cortando.

Depois dessa o feriado ficou um pouco pesado. Minha irmã ligou em seguida e a primeira notícia foi essa chapuletada.

- Mas como pode? O menino na UTI e o pai comemorando o aniversário com os amigos? Será que o tio pirou?

Passamos o dia aguardando notícias e nada. Ligamos para a tia Kiki mais de 299 vezes ao longo do dia e ela não atendia. O celular na caixa postal.

Minha mãe cogitou pegar um vôo no dia seguinte e ir até lá para dar apoio a minha tia.

- Coitada da Tânia! Vou até lá para ver se posso ajudar em alguma coisa.

No Paraná, minha irmã tentava localizar um dos meus primos no MSN para saber o que havia acontecido e qual o estado real do Junior.

Eis que às 21h00 o celular toca e do outro lado da linha, tia Kiki vem com a notícia:

- Falei com o Gordo. Eles estavam numa pizzaria comemorando o aniversário dele. A família toda estava lá, inclusive o Ju. Quem está na UTI é o sogro do Junior. Parece ter caído e batido a cabeça num batente, e precisou de duas cirurgias para tirar um coágulo. Acho que não entendi direito quando o Josean me contou hoje de manhã. A ligação estava péssima e conforme ele falava as palavras saiam cortadas.

A gargalhada foi geral. Minha irmã, ao saber do ocorrido não conseguia falar de tanto rir. No final das contas, virou piada.

Vida longa e próspera ao meu primo Josean. Saúde auditiva para minha tia e que Deus abençoe a telefonia móvel do país, rsrsrsrsrsrs.



Explicação da tia:

- Perguntei ao Josean se o Ju estava bem e ele me respondeu que "o sogro dele está na UTI." Eu entendi "soube que ele está na UTI?
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