Páginas

Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de julho de 2014

Declaração de amor aos meus amores


Aprendi, ao longo da vida, que agradecer é fundamental e faz o mundo evoluir. Então, tirei esse momento, em que meu coração está pleno de alegria, para agradecer ao Pai Criador por me dar a oportunidade de evolução nesse planeta ao lado de pessoas que muito de si me deram e contribuíram para que eu possa ser o que sou.


Não me importa se chegaram ontem, há uma década ou mais, ou se ainda estão por vir. O que importa é o amor que me dedicam, os sorrisos compartilhados, os abraços apertados, os puxões de orelha para a realidade, o riso fácil.
 
Quero que cada um de vocês saiba o quanto é importante em minha vida, o quanto doou para sustentar meu espírito, tantas vezes perdido, muitas vezes feliz. Não, ainda não sou um espírito livre, equilibrado e em paz, mas percebo que a evolução se apresenta dia a dia e que cada um dos meus sorrisos, ouvidos e abraços para cada um e de cada um, me ajuda a subir estes longos degraus.

Mais jovem, me sentia feliz por meus dedos serem insuficientes para contar os inúmeros amigos que me rodeavam. Hoje, minha felicidade é conseguir separar os verdadeiros amigos, irmãos fraternos, daqueles que estão por aqui apenas para fazer parte da caminhada; porque descobri que os verdadeiros amigos não caminham juntos: eles ficam na concentração; estão ao longo do percurso ou te esperam na linha de chegada; porque são necessários para fortalecer o nosso caminhar, afinal, são os que nos incentivam, nos estendem as mãos e nos recebem com abraços.

Muitos de vocês nem se conhecem e outros se conheceram através de mim, mas quero que todos saibam da importância que tem nessa minha estrada e por isso lhes declaro esse amor para que jamais esqueçam que são amados, porque, todos os dias, quando me levanto, dou graças a Deus por ter a certeza de ser amada por vocês e isso ilumina o meu dia.

Muito obrigada, de coração e alma.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Por favor, quero prazo pra juntar a procuração!

Como dizem, puxa-saco, tiririca e formiga, rareiam, mas não acabam. Assim, como todo bom puxa-saco e como tiririca que sou, presto aqui minha homenagem, não só a juíza, mas a amiga Daniela Martins Filippini, que, tendo sido promovida pelo Judiciário, deixará, em breve, a nossa comarca.

Cheguei em Nova Odessa há mais de quinze anos, logo quando iniciei minha carreira profissional. Naquele tempo morava e tinha escritório em Americana e minha convivência era quase que exclusiva com os profissionais de lá. Aqui, não conhecia ninguém e ninguém sabia quem eu era. Como dizem, era uma forasteira, xeretando na cidade alheia.

Comecei a trabalhar aqui aos poucos, de mansinho. Nessa mesma época, quase junto comigo, outra pessoa também chegou, aos poucos, de mansinho. Juntas, cada uma em sua área, e em seu círculo, fomos conquistando espaço e amigos. E assim, em razão da profissão, nossos caminhos se cruzaram.

Confesso que não foi sem certa estranheza que travei meus primeiros contatos com ela. Acostumada a aguardar do lado de fora e, muitas vezes sequer ser recebida, ou, então, sem ser percebida quando convidada a entrar, me espantou a forma educada e cordial com que fui atendida.

Minha presença nunca foi ignorada, minhas palavras sempre foram ouvidas e minhas indagações sempre respondidas com humildade, ainda que fosse para negar o meu pedido.

Acostumei-me com isso rapidamente. Quem não gosta de ser bem tratado, de se sentir bem-vindo? Eu adoro! Tanto que acabei me transferindo para a cidade, de mala e cuia, e aqui me fixei há 12 anos. Claro que essa pessoa não foi a única nem a maior razão para que eu escolhesse Nova Odessa como minha segunda casa, mas foi, sim, um dos motivos que me levaram a ponderar sobre ficar aqui.

Sempre que tive um abacaxi nas mãos e não sabia como começar a descascá-lo, recorria aos seus conhecimentos, aos seus conselhos. E ela, sempre pronta e de portas abertas, me orientava, me dava uma luz ou já me dizia logo: “não sei, dessa vez não posso ajudar”.

Conto isso sem pudor, porque esse não era um privilégio meu, mas de todos os colegas de profissão. Todos, sem exceção, sempre tiveram as portas abertas e a liberdade de expressão respeitada. Todos sempre foram tratados com delicadeza e educação, ainda que suas reivindicações não fossem bem recebidas.

É claro que não sou ingênua em dizer que ela era unanimidade entre profissionais e colegas de trabalho, mas não tenho medo de afirmar que apenas uma minoria era alheia ao seu modo de trabalhar, de pensar, de agir. Por isso falo por mim, mas sei que minhas palavras farão eco no coração de muitos profissionais, de muitos amigos.

Durante esses quase quinze anos de convivência, cercada pelo respeito profissional, mesmo não sendo tão íntimas e próximas, aproveitamos o tempo para estreitar um laço de amizade, de admiração recíproca, de carinho e compreensão.

Sou feliz por tê-la conhecido além da toga austera. Conheci a mulher sensível, mãe dedicada, profissional zelosa, amiga para todas as horas, pessoa generosa e sempre muito justa.

Conheci a juíza que sabia o momento de tomar as rédeas de uma audiência que se perdia em meio a discussões insossas; a juíza que não perdia o humor mesmo durante situações embaraçosas; a juíza que se transformava em mãe em audiências que exigiam, de nós, mulheres, principalmente, muita sensibilidade; e a juíza sensível, que sabia tratar os humildes com respeito e dignidade.

Em todo esse tempo, há coisas que não me esquecerei: em uma audiência de alimentos, o requerido, de nome Benedito, alcoolizado, não parava de repetir que não tinha condições de pagar a pensão. Ela, com toda educação, tentava fazê-lo entender a sua obrigação como pai, até que o ébrio senhor lhe disse: “minha filha, cê num tá entendendo que eu não tenho como pagar e ninguém vai me obrigar”. Pronto, cutucou a onça com vara curta, e, de repente, ela me solta essa: “Mas será o benedito, Seu Benedito”? e continuou repreendendo o dito cujo sobre sua obrigação de pagar a pensão. A essa altura, eu já estava roxa de vontade de rir, porque ao primeiro som do “será o benedito”?, expressão usada por minhas avós, eu já parei de prestar atenção ao resto.

Outra audiência que jamais me esquecerei: um menino de 14 anos molestou um garoto de uns 06 ou 07 anos. Durante a oitiva da pequena vítima, ela pediu que todos se retirassem da sala, e ficamos eu (defensora do menor infrator), ela e o menino. Então, a Juíza deixou sua toga e se tornou a mãe de um menino da mesma idade que aquele ali. Saiu de seu lugar, sentou-se ao lado dele, e com o maior cuidado e carinho, lhe fazendo perguntas do cotidiano, sobre desenhos e brinquedos de ele gostava, foi entrando no assunto e, sem que ele percebesse, foi narrando os fatos sem constrangimento. Naquele dia meu coração doeu, se partiu, assim como o dela. Ambas temos filhos com poucos meses de diferença, e naquele momento, claro, sentíamos como se nossos filhos tivessem passado por aquilo tudo. Com olhos marejados nos olhamos, entendendo perfeitamente o que passava no coração uma da outra, respiramos fundo e prosseguimos a audiência.

Também houve tempo em que trocamos confidências, compartilhamos nossas tristezas, nossos medos, nossos problemas. Também rimos muito, contamos piadas e “trocamos figurinhas” como toda mulher.

Eu sabia que um dia ela não estaria mais aqui. Enfim, este momento chegou. A Dra. Daniela Martins Filipini, juíza de nossa comarca por tantos anos, foi, merecidamente, promovida, e, em breve, seguirá seu caminho profissional em outra cidade.

Sei que ela deve estar muito mexida com essa partida, em razão dos muitos amigos que deixará, mesmo assim, foi algo pensado, amadurecido e preparado para acontecer no tempo certo.

Afinal, sabemos que pessoas passam por nossas vidas a todo instante: umas ficam, outras vão e algumas nem se fazem perceber. Fato é que todas elas, de uma maneira ou outra, deixam as marcas de suas passagens em nossas almas, e, sendo bom ou não, sempre nos trazem algo para refletir.

Sou daquelas pessoas que acredita que amigos são para a vida toda. Para mim, cada um dos meus amigos é uma centelha especial do meu ser. Sou o que sou graças a cada uma dessas centelhas, que sempre, de um modo ou outro, me ensinaram algo bom e me deram a oportunidade de doar algo bom de mim.



Dani, você com certeza é uma centelha da minha humilde existência. Tenho muito a lhe agradecer por ter doado o seu tempo a nos ensinar que as pessoas, apesar de sua cultura, de seu cargo, são todas iguais, perante a lei e aos olhos de Deus.

A saudade dói, é claro, mas não mata. O que mata, aos poucos, é o cansaço da viagem diária de sua cidade até aqui; as poucas horas de convivência com o filho e familiares; a falta de tempo para cuidar de si mesma. Fico muito feliz por você, pois sei que a mudança lhe fará muito bem.


Agora, tenho que confessar uma coisa: estou morrendo de inveja dos advogados de Itupeva! Espero que eles saibam dar o devido valor ao presente que estão recebendo de nós, novaodessenses. E só mais uma coisa: avisa a pessoa que for te substituir que tenho um sério problema com juntada de procurações e cartas de preposição.

domingo, 20 de maio de 2012

Cativa-me - Gisele de Marie

Há alguns meses estou querendo postar esse texto de autoria de minha amiga diva Gisele de Marie. Assim como a autora, o texto é doce, sensível e verdadeiro, e traduz tudo aquilo que gostaria de dizer aos amigos.


CATIVA-ME

Cativa-me da maneira que tu quiseres, como tu souberes.

Cativa-me para que eu possa me doar... e tuas frágeis defesas não me assustem, não me confundam e não me façam imaginar que não desejas uma amiga, que preferes te fechar.

Cativa-me nos mínimos detalhes. Solte aquele sorriso brejeiro, por vezes irônico por fora, mas tão inocente e carente e bobo por dentro...

Cativa-me-me com tuas idéias e emoções, com tuas buscas, com teus gestos, com tua voz, teus modos de falar, com teu jeito de criança ou velha ou louca ou divertida ou séria ou alegre... ou, talvez, desconfiada, disfarçada de durona ou sabida só pra proteger tão sensível coração, tão vulnerável humanidade, tanta fome de ser ouvida, de comunicação, de gentileza, de uma alma amiga...

Cativa-me com teus olhos, com teu olhar profundo, sincero, comovido, singelo, fraterno, não os desvie, fita-me com confiança e permita que eu te olhe assim também, sem máscaras, sem receios e defensivas que não têm sentido numa amizade genuína, e que possamos nos compreender até mesmo no silêncio.

Cativa-me com teu desejo simples de sempre me ver feliz, crescendo, voando, e que eu possa te retribuir em dobro.

Cativa-me com teu abraço, com teu ombro amigo. Deixe-me abraçá-la, enxugar tuas lágrimas, derramar rios de ternura sobre tuas feridas.

Cativa-me com tuas palavras, fale-me de teus sonhos, de teus prazeres, trabalhos, alegrias, preocupações, cansaços e dores também. Venha cá, deita a cabeça aqui em meu colo, fala-me de teus medos, segredos, de tuas angústias e pesos. Conta-me sobre tua fantástica história, com tudo de maravilhoso nela, mas não esconda as cicatrizes e deixe que eu te conte a minha e te mostre minhas cicatrizes também. E depois, apliquemos curativos de carinho solidário nelas. Não tenha medo, não vai doer, eu não deixarei.

Cativa-me com simplicidade e humildade, com o íntegro e puro amor amigo. Porém, com certa calma, sem pressa, tentando generosamente me conhecer, entender minha mente e meu coração, de espírito aberto, sem subterfúgios, sem cálculos, sem zombarias com as quais meu coração de criança não sabe lidar, sem dúvidas sobre o poder e a força do cativar, e com certeza sobre ser amada incondicionalmente por uma alma que enxerga a tua e te reconhece. 

Cativa-me de dia ou de noite, na luz do sol ou embaixo da chuva, debaixo da lua imensa ou de nuvens cinzas, diante do esplendor da extraordinária aurora boreal ou da paisagem do cotidiano mais comum. 

Cativa-me sem dizer nada ou dizendo tudo, sorrindo ou chorando, eufórica ou cansada, calma ou irritada, animada ou deprimida, reflexiva ou impulsiva, acertando ou errando... Mas me cative de verdade, com vontade! E assim me brinde com o presente mágico de eu poder te oferecer o melhor de mim e das estrelas que aqui dentro brilham.

Gisele De Marie
Adoro essa foto da minha amiga Gisele.
Mulher inteligente, sensível, guerreira. Uma Diva!

domingo, 9 de outubro de 2011

Saudade da minha Preta Gil

"Eu cheguei em frente ao portão, meu cachorro me sorriu latindo..." 

Mas dessa vez, diferente do que cantou Roberto, nada estava igual, tudo se modificou. Minha cachorra não estava no portão me esperando com seu sorriso latido. Depois de mais de 10 anos, minha Preta Gil me deixou. 

Discretamente, da mesma forma como entrou em minha vida, ela deixou a sua, há pouco mais de 2 meses. Morreu nos meus braços. E minha única alegria foi poder estar ao lado dela naquele momento difícil, porque ela esteve ao meu lado por todos esses anos, sempre me esperando no portão, sem saber se meus momentos eram bons ou não. 

Ela conseguiu fazer daquele instante, em que eu chegava, um dos meus melhores momentos. Ela me sorria latindo, me esperava descer do carro para me dizer que, se nem tudo ia bem, o seu amor por mim ainda estaria ali. 

Sinto sua falta. Aliás, todos aqui sentimos. Ela era companheira inigualável. Sempre presente, sempre alerta, nos protegendo, nos ensinando a amar incondicionalmente.

Demorei para conseguir lhe fazer uma homenagem, e prá dizer a verdade, nem consigo expressar tudo o que vai no meu coração. Mas eu precisava dizer o quanto a amei durante todos esses anos e o quanto sinto falta de sua presença, me esperando no portão.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

20 de julho - DIA DO AMIGO


Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos... Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

(TEXTO DE VINICIUS DE MORAES)

OBRIGADA A TODOS OS MEUS AMIGOS POR EXISTIREM EM MINHA VIDA!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Não tive muito tempo disponível para novas postagens, mas vou tentar compensar o sumiço no decorrer desse novo ano. 

Paciência, amigos, meu humor não está dos melhores ultimamente. Tenho preferido me calar, me recolher e, quem sabe, me entender. De verdade, obrigada pelo tempo que vocês disponibilizam para me afagar, me apoiar e me fortalecer. Desculpem-me pela falta de tato, falta de jeito, falta de educação, falta de carinho e falta de consideração. Apesar de tantas faltas de minha parte, vocês, meus amigos, ainda estão por aí, pulsando e me energizando, me empurrando prá frente, que atrás vem gente!

Beijos da Sereia.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Adeus, meu amigo.

"Minha vida seguia seu curso normal, na solitude por mim escolhida. Uma vida solitária por opção, sem atribulações, no meu compasso.

Um dia, caminhando pelas ruas enlevado por meus próprios pensamentos, eu o encontrei perdido e confuso. Quando nossos olhares se cruzaram entendi imediatamente o seu pedido de socorro e ao mesmo tempo sua promessa de que não atrapalharia a minha solidão tão escolhida, tão perfeita.  Naquele instante, o seu olhar me mostrou que seriamos felizes juntos.

E assim, por uma década nossas vidas se entrelaçaram. Minhas escolhas mudaram minha vida algumas vezes nesse período, mas nossa amizade não mudou, cresceu, se fortaleceu, tornou-se viva e pulsante.

Durante esses longos anos ele me brindou com sua alegria desmedida, sua teimosia em querer me ver feliz, mesmo nos meus piores momentos. Sua lealdade e seu amor eram incondicionais.

Hoje o cansaço do tempo tomou conta do meu grande amigo e ele se foi. Despediu-se de mim com aquele seu olhar menino, terno, aquele olhar de quem nada quer, apenas meu amor. Sem conseguir se levantar, sem vontade de comer e com a visão cansada, percebi nos seus olhos aquele mesmo pedido de socorro de uma década antes. Com o coração dilacerado e sem conseguir segurar as lágrimas que teimaram em lavar meu rosto por tempo suficiente para sangrar meu peito, tive que tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida: ceifar o sofrimento de meu leal amigo e abrir uma ferida imensa no meu próprio coração, que dificilmente cicatrizará, por conta da saudade que, tenho certeza, não se aplacará com o tempo.

Fica em paz meu companheiro, meu amigo cão, meu cão amigo". 

Essa foi a minha tentativa de prestar uma última homenagem a um grande companheiro, chamado Francisco Buarque de Holanda Martins Gomes, o fila que conviveu com meu irmão por longos dez anos. Já velhinho e com muitas dificuldades, hoje foi sacrificado. Tenho certeza absoluta que para meu irmão foi como matar um pedaço dele mesmo. Meu alento é que por acreditar em outras vidas, creio que o Chicão foi alegrar o céu dos animais e será adotado por algum espírito solitário, que terá o prazer de sua companhia daqui pra frente.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Telefone sem fio 2 ... A missão


Mais cedo na sala da liga da justiça... Estávamos eu, o Júlio e a Valéria conversando. Disse aos dois:

- No mês que vem vou obrigá-los a prestigiar minha participação no seminário regional de habitação. Vou fazer uma apresentação sobre a Vila dos Idosos*.


A Val, toda interessada, me diz:

_ Nossa, que bacana! E você é a favor ou contra?

Olhei para ela com aquela cara de "ué", sem entender exatamente o que ela estava dizendo:

- ??? Como assim? A favor de quem?

- Da fila. Você é a favor ou contra a fila dos idosos?

Depois dessa, tenho cada vez mais a certeza de que ela foi contratada por alguém que quer me ver num sanatório.




*(são 60 casinhas que a prefeitura construiu para emprestar aos idosos de baixa renda)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Cantinho escondido e Além do que se vê

Na semana passada (10/02) os blogs Cantinho Escondido e Além do que se vê, das jornalistas Luciana de Luca e Mirela Leme, completaram 01 ano na rede. Parabéns às blogueiras, que me impulsionaram a criar os meus blogs.

O Cantinho Escondido da Lu de Luca fica logo ali, na esquina dos sonhos, na calçada das inspirações, com a fachada voltada para Além do que se vê, pela lente dos olhos mágicos e divertidos da Mirela. 

E, mesmo com atraso, também quero desejar felicidades à dona do cantinho escondido, que, na sexta (19), também aniversariou.

Mesmo não sendo tão próximas, tenho a Luciana como uma grande amiga. Admiro a mulher batalhadora, guerreira, mãe amorosa,  pessoa simples, direta, iluminada, cheia de frescor, que passa por nós como suave brisa que refresca nossas almas com seu encantador sorriso.

Beijo Lu. Parabéns! Paz, Amor, Alegria, Saúde e Prosperidade, sempre.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Parabéns chefinho!

Ele também faz aniversário hoje e, embora tenhamos algumas divergências quanto as nossas maneiras de ser, nos admiramos mutuamente. 

Admiramos um no outro, aquilo que mais gostamos nas pessoas: a inteligência, a rapidez de raciocínio e o jogo de cintura.

São essas coisas que admiro no meu chefinho: inteligente e observador, extremamente interessado em aprender e apreender coisas novas e um excelente profissional na sua área de atuação.

É a educação em pessoa. Sempre digo a ele que gostaria de ter 1% de toda a sua finesse. Mesmo quando está transtornado, a criatura sabe sair de situações difíceis com classe e elegância. 

Algumas vezes estressa seus súditos com atitudes que beiram o estrelismo, e nos deixa morrendo de vontade de pular no pescoço dele, no entanto, está sempre pronto a ajudar e a defender seus subordinados, mesmo que isso lhe custe alguns dissabores.

Podem me chamar de bocuda e barraqueira, mas eu sempre digo o que penso e o que sinto. 

E, mesmo quando parece que "estamos de mal", ou mesmo quando divergimos em nossas opiniões, sempre vou admirar o homem e o profissional José Antonio Merenda.

Feliz Aniversário! Paz, saúde, alegria e prosperidade sempre.


Salime - a musa do Sereia Aposentada

Quando comecei a trabalhar na prefeitura, nunca havia tido qualquer contato com ela. Sabia nome, conhecia a fama e algumas fotos no jornal.

Confesso que num primeiro momento não gostei, achei séria demais, distante demais. Também pensei que o problema era comigo e até reclamei que batia o telefone antes que eu terminasse de falar.

- "Ela não vai com a minha cara".

Mais tarde descobri que ela era assim mesmo, desligava o telefone na cara de todos, sem a menor cerimônia.

- "Que falta de educação"!

Hoje posso dizer que a falta de educação é, na verdade, rapidez. Ela ouve a resposta que esperava e instantaneamente vai desligando. O obrigada ou "tchau" que todos esperam, é dito depois que o fone sai do ouvido e está retornando para a base, por isso ninguém escuta, mas ela sempre agradece.

Passados quatro anos, posso assegurar que minha primeira impressão era totalmente equivocada. A convivência me fez conhecer e admirar a mulher, a senhora, a cidadã, Salime Abdo, a vice-PERFEITA, da nossa cidade.

A Salime vice-prefeita é  cidadã novaodessense, fiel aos seus princípios e leal aos seus companheiros, preocupada com a qualidade de vida de todos os cidadãos.

A Salime professora é incansável, sempre carregando a bandeira da educação,  lutando para que todos possam ter melhores condições para o desenvolvimento intelectual e moral.

A d. Salime mulher, ser humano, é pessoa de caráter reto, amiga leal, companhia bem humorada  e chiquérrima.

Completando 80 anos hoje, esbanjando saúde e vitalidade, é o espelho do que eu pretendo ser daqui a 40 anos. Uma mulher elegante, ativa, inteligente, em sintonia com o mundo que a cerca e que se transforma a cada dia. 

Só mesmo ela poderia ser a musa do Sereia Aposentada.

Parabéns D. Salime. Paz, saúde, alegria e prosperidade, sempre.


 Obs.: aviso aos leitores: a d. Salime não corrigiu este texto (ainda!).

domingo, 18 de outubro de 2009

Não morreram, partiram antes

O post de hoje é para minha amiga Silmara e suas filhas, na tentativa de apaziguar os sentimentos de seus corações doloridos.

A Deus não importa quem fomos ou quem somos, mas quem seremos diante da escolha entre evoluir e ficar estagnado no mesmo caminho. A evolução é a direção de todo espírito e a grandeza de Deus está em não permitir que nenhum de seus filhos retroceda no caminho escolhido, ao contrário, sempre nos acena com uma nova oportunidade e nunca nos proibe de escolher entre seguir e ficar.


Não morreram, partiram antes (Amado Nervo - poeta mexicano)
Choras teus mortos com tamanho desconsolo que, dir-se-ia, és imortal
Not dead, but gone before, diz sabiamente o prolóquio inglês: "Não morreram, partiram antes".
Tua impaciência se move como loba faminta, ansiosa de devorar enigmas.
Pois não morrerás logo depois, e forçosamente não virás a saber a solução de todos os problemas que são de diáfana e deslumbrante sutilidade?
Partiram antes... Por que interrogá-los com nervosa insistência?
Deixa que eles sacudam o pó do caminho, que descansem no regaço do Pai e ali curem as feridas de seus pés andarilhos; deixa que ponham seus olhos nos verdes prados da paz...
O trem espera. Por que não preparar o bornal de viagem? Esta seria mais prática e eficaz tarefa.
Ver teus mortos é de tal modo premente e inevitável que não deves alterar com a menor ansiedade as poucas horas de teu repouso.
Eles, com um conceito total do tempo, cujas barreiras transpuseram de um salto, também te aguardam tranquilamente. Foi que simplesmente tomaram um dos trens anteriores.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...