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sábado, 12 de junho de 2010

É SEREIA OU É MICO?


Depois de muito relutar, me convenceram a tomar a vacina da gripe H1N1. Explico: tenho sérios problemas com agulhas. Na verdade, tenho verdadeiro horror a elas e por isso fujo do assunto e de injeções e vacinas. Por isso, mesmo incluída no grupo de risco por causa do diabetes, fiquei bem quietinha  e não fui me vacinar.

Sabendo do meu medo, a Tia Zu, coordenadora da campanha de vacinação, disse que eu poderia ir até a sede da vigilância, primeiro porque ela mesmo aplicaria a vacina e, segundo, porque lá eles tem uma maca na sala de aplicação, para o caso de alguém passar mal.

Assim, como não dá prá esquecer a seriedade do assunto e nem da minha doença, depois de muita pressão me convenceram e hoje eu fui.

Prá não chorar sozinha, levei a vovó (que tava louca prá tomar a vacina da gripe dos véio) e resolvi dar a vacina no Faisca (que também é bundão como a mãe). Encorajada pelas palavras do "tiozão da sukita" (Tia, não dói, eu nem senti a picada, deixa de ser mole), confesso que não fiquei nervosa até chegar lá.

Vovó, toda corajosa, foi a primeira, enquanto eu e o Faisca (que não parava de choramingar) tentávamos tirar no par ou ímpar quem seria o próximo a ser picado.

Mesmo que capenga, ainda sou o tipo de mãe que acha que deve dar exemplo aos filhos, então... com as pernas bambas, respirei fundo, me acomodei numa cadeira e, sem olhar para os lados, deixei que a Tia Zu fizesse o serviço.

Não foi assim tão indolor, mas foi muito rápido e eu pude me levantar lépida e faceira, orgulhosa por não ter dado  vexame.

Ainda orgulhosa, estava pronta para pagar por todos os vexames que fiz meu pai passar durante toda a minha infância.

Nem a minha coragem recém adquirida convenceu meu filho de que aquilo ali era moleza. O pentelho deu um "piti", chorou, esperneou e não queria ser vacinado de jeito algum. Tentei ser doce, fiquei brava, segurei-o com força, ameacei chamar o guarda e tudo mais. Ufa! coitado do meu pai, eu era muito pior. Quando ele viu que a Tia Zu estava decidida a segurá-lo e pediu para chamar o seu João Camargo para ajudar, então ele preferiu ceder.

Me abraçou com força, escondeu a cabeça no meu peito, e ficou lá, aterrorizado, esperando. Foi rápido, coisa de segundos.

E foi ai, que a Sereia virou Mico.


Durante aqueles infindáveis segundos, minha mente sã viajou. Fiquei ansiosa, nervosa, tive frio, e, com pena do meu filho, sabendo o que ele estava sentindo, tive vontade de chorar. Mas não chorei... desmaiei.

Só tive tempo de avisar: estou passando mal e puf!, apaguei. Depois disso tive que ficar mais uns 30 minutos deitada na tal maca, me sentindo nauseada toda vez que tentava sentar. Vim prá casa deitada no banco de trás do carro, com a vovó dirigindo. E depois disso ainda passei mais uns 30 minutos deitada, enjoada.

O pior disso tudo, é saber que daqui a 21 dias, o Faisca terá que tomar a 2a dose. Acho que a Tia Zu vai pedir férias.

P.S.: dessa vez, a Tia Márcia se negou a me acompanhar. Disse que a sua cota de vexames tinha terminado. Ela estava comigo nas duas vezes em que o Faísca foi internado e eu desmaiei enquanto ele era atendido. E era ela quem estava comigo, quando, há mais de dez anos, eu precisei tomar a vacina da febre amarela. Pelo que percebi, foram momentos inesquecíveis, rsrsrs.


P.S.2:
A Organização Mundial da Saúde – OMS, recomenda a imunização de trabalhadores de serviços de saúde, indígenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas, sendo que no Brasil a vacinação foi ampliada para outros três grupos, sendo crianças de 06 meses a menos de 2 anos de idade e adultos saudáveis de 20 a 29 anos e de 30 a 39 anos de idade.


domingo, 20 de setembro de 2009

Quem tem... tem medo!!!

Sábado à tarde resolvi ir ao Shopping D. Pedro.
Na cabine do pedágio avistei um policial rodoviário, postado alguns metros depois da catraca. Foi nesse instante que me dei conta de que estava sem o cinto de segurança.
- “Putz! Que merda. É agora que vou levar uma multa”.

Por um segundo imaginei colocar o cinto às pressas, mas para não chamar ainda mais a atenção do guarda, fiquei [quase] paralisada (tremia tanto que não poderia ficar totalmente dura).

Não sei como, mas consegui passar sem que ele me parasse.

- “Ufa! Acho que o cara é cego ou fiquei invisível”.

Já no shopping, fui separar dinheiro para pagar o estacionamento* e não achei o troco do pedágio no console do carro. Procurei na bolsa, nos bolsos, embaixo dos bancos, e nada...

Então me lembrei:
- “PQP!!! esqueci de pegar o recibo e o troco do pedágio”.

No afã de desaparecer da linha de visão do policial, deixei o recibo e o troco na cabine. Que bom, ao menos fiz a caridade de deixar a Autoban R$ 4,60 mais rica.

*desde o dia 01/09, o Shopping D. Pedro cobra R$ 3,00 de estacionamento.


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