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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Chega de Bullying!

ESTA POSTAGEM ESTAVA ARQUIVADA NOS MEUS RASCUNHOS HÁ MAIS DE CINCO ANOS. O QUE CONTO AÍ, ACONTECEU EM 2012, MAS CONTINUA ATUAL. VAMOS DIZER NÃO AO BULLYING E A TODA E QUALQUER FORMA DE VIOLÊNCIA.


Há algumas décadas (poucas, é claro!) o bullying era um fato isolado no ambiente escolar. Existia sim, mas com raríssimas exceções, não era caso de polícia. A violência gratuita de hoje, entre crianças e adolescentes, assusta e faz pensar. 

Será que somos pais menos competentes que os nossos? Será que a nossa forma "moderna" de olhar o mundo e educar com menos rigor, transformou nossas crianças em seres insensíveis ao problema do outro? Não sei, mas tenho certeza de que os valores hoje, são sim, muito diferentes daqueles que aprendi há algumas poucas décadas. 

Para mim, professores eram ídolos e os colegas irmãos. Havia briga, havia bullying, mas nada que se compare à maldade estampada nas feições inocentes que vemos nas manchetes. Antes chamávamos o amigo de gordo, "Olívia Palito" (eu já fui chamada assim, um dia!), "pau de virar tripa", "cabeça chata", "pintor de rodapé", salva-vidas de aquário", e até me lembro de uma menina, que os meninos insistiam em chamar de "Cha-ka" (personagem da antiga série O elo perdido - entreguei a idade, kkk), isso tudo por conta do cabelo dela. Isso ocorria diariamente a minha volta, e todos nós, sem exceção, fizemos essas coisas ao menos uma vez. Isso era bullying, mas, convenhamos, não chega nem perto dos horrores que vislumbramos atualmente.

E onde quero chegar com todo esse papo? A lugar algum ou a todos os lugares. Na verdade quero contar minha recente experiência sobre o assunto e como a minha forma de agir, juntamente com a escola, e os valores que passamos aos filhos, tiveram um resultado positivo frente ao bullying.

Primeira semana de aula

Meu filho: "Mãe, o fulano me pediu R$ 2,00 para comprar lanche".

A mãe sereia: "Como assim? Quem é fulano? Porque ele queria R$ 2,00? Ele estava com vontade de comer algo e não tinha dinheiro? O que você fez"?

Meu filho: "Calma, mãe. Ele está na minha sala e no intervalo me pediu R$ 2,00 porque queria comprar lanche. Eu disse que não daria o dinheiro e ele então, queria trocar o dinheiro por jogos do X-Box. Eu respondi que não estava interessado e que nem gostava daqueles jogos, mas ele ficou lá, me irritando e falando pros outros meninos que "aquele outro ali nem sabe qual jogo é bom".

A mãe sereia: "Tudo bem filho, entendi. Mas você agiu certo. Não ceda a nenhuma exigência, seja de amigos, professores, funcionários ou quem quer que seja. Não tenha medo de dizer não e sempre, sem exceção, me conte tudo o que acontecer com você na escola ou em qualquer outro lugar. Você sabe que seus pais são os seus maiores amigos. E quanto a esse menino, tenha paciência, às vezes, é só uma forma de aproximação. Ele pode estar deslocado e não sabe como fazer amigos".

Segunda semana de aula

A mãe sereia: "Tudo bem hoje, filho? 

"Mãe, o fulano tá me perturbando. Ele fica me olhando o tempo inteiro, mexe nas minhas coisas e é grosso comigo e com meus amigos".

A mãe sereia: "Calma, filho. Se ele continuar a te perturbar, nós conversamos com a coordenadora ("pimenta no "zóio" do outro, não arde")"

Um mês depois...

"Mãe, hoje o fulano  jogou minha borracha no chão e ficou batendo nas minhas costas, me chamando de cuzão porque eu não quis que ele brincasse com as minhas coisas"!

A mãe sereia: "Ele faz isso só com você ou com os outros também?

"Ele perturba todos os meus amigos e é muito grosseiro. Mas é comigo que ele tem mais implicância. Eu contei pra professora que ele estava me perturbando e ela mandou que ele trocasse de lugar e fosse sentar mais na frente".

Dois dias depois

"Mãe, o fulano me xingou e ele continua pedindo dinheiro para outras pessoas".

A mãe sereia: "Vou marcar horário para falar com a coordenadora na próxima semana". 

E o pai perturbado e sem noção: "Ele é muito maior que você? Conversa com ele e fala que se não parar de perturbar, você vai dar umas porradas nele". (Aff!)

A mãe sereia: Credo! Não faz isso não filho. Violência não leva a nada. Vamos resolver de outra forma.

No dia seguinte 

"Hoje a professora tirou xerox da minha agenda. Eu reclamei sobre o fulano e mostrei minha agenda. Ela vai levar para a coordenadora".

A mãe sereia: "Que? Cópia? Que cópia da agenda"?

"Minha agenda, onde eu anotei todas as ocorrências que aconteceram comigo e com o fulano. Anotei tudo o que ele me fez e levei para a professora representante de classe".

Minha cara de "ué" ficou evidente. Eu jamais imaginei que meu filho poderia agir dessa forma, tão... tão... advogado.

Peguei a agenda e, em duas páginas, estavam anotadas todas as "ocorrências", tudo o que o colega havia feito com ele ao longo de todo o mês, inclusive um empurrão que ele não havia me contado.

É sério! Ele havia anotado na agenda uma lista com tudo o que havia acontecido, com as datas e detalhes. E deu à lista o nome de "Lista de Ocorrências do Fulano".

Naquele momento me senti uma "parva", a pior mãe do mundo, aquela que "empurrou o problema com a barriga" e não tomou as providências quando deveria. Mas também me senti orgulhosa em saber que meu filho havia conseguido resolver um problema sem a minha ajuda e que tinha aprendido e compreendido tudo o que tentei lhe ensinar ao longo dos anos.

Fui chamada à coordenadoria para conversar sobre o que estava acontecendo. A coordenadora me contou que haviam conversado com o meu filho, com outros garotos e com o menino e seus pais.  Me explicou que o menino vinha de outro colégio, que tinha um histórico de dificuldade em se relacionar com o outro, enfim, que era "problemático". 

Em casa, conversando com meu filho sobre o assunto, ponderei sobre a dificuldade de algumas pessoas em fazer amigos, em serem aceitas e, principalmente, em aceitarem o outro. Contei que o outro estava passando por alguns problemas e que, talvez, precisasse apenas de um pouco de atenção.

No dia seguinte o Faisca foi para a escola e levou um pacote de balas de presente para o outro, acenando com um pedido de paz e compreensão. 

Não se tornaram amigos, mas passaram a conviver de maneira pacífica, com o outro participando de grupos de estudos e trabalhos escolares, passaram a conversar sobre seus interesses, e o "problemático" deixou de causar problemas, não só ao meu filho, mas aos outros também.

De tudo isso, é fácil concluir que a violência jamais será aplacada com violência, e que o diálogo, o respeito, a empatia e a gentileza nunca sairão de moda e sempre terão força na resolução de problemas.



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Especialmente da página de Marla de Queiroz


Mais um texto de Marla de Queiroz que retrata exatamente o que nós, mulheres modernas, continuamos sentindo como nossas avós. 

Ontem estava dizendo isso a minha cara metade: "Zé, estou me sentindo apática, com vontade de nada, quero só ficar num canto e... sozinha. Será depressão? E ele, lúcido como sempre, responde: Te vejo lá para o final da próxima semana, quando a TPM e a menstruação passarem. Prefiro evitar riscos!"

E hoje acho esse texto da Marla, retratando exatamente como eu e todas as demais sereias nos sentimos.

"Realmente, não sei o que é pior: TPM ou menstruação. Na TPM eu sinto um ódio súbito ou uma tristeza profunda (ou os dois alternada ou juntamente). Só não encontro o motivo. 

Durante a menstruação eu fico, sinceramente, imprestável: tudo dói, me falta disposição, me sinto doente. Já tentei todos os tratamentos, simpatias, evitei alimentos, etc e tal: nada adianta, resta-me o conformismo. 

Então eu fico devaneando sobre a revolução hormonal no meu corpo. Meus hormônios se voltam contra mim numa batalha agressiva, tentando me vencer sabe lá Deus por qual motivo. E quase sempre vencem: escrevo um pouco e deito; lavo um prato e deito; ponho a roupa na máquina e deito; leio um pouco e durmo. Se estou num trabalho fixo, respiro mil vezes para não pedir demissão ou peço, se estou em um relacionamento, fico entediada e com a ideia fixa do término (sorte que dessa vez arranjei um moço que tem a paciência do tamanho do amor dele!) e termino sem a menor sombra de dúvida. 

Me arrependo de tudo depois e, mesmo tendo consciência de que é o "período", tudo é tão REAL que não consigo racionalizar.


Enfim, isso tudo pra dizer que escrevi trezentas coisas pra vocês hoje, mas não consegui terminar nenhuma frase: deitava no meio da palavra e elas adormeciam comigo.

No mais, tento evitar fazer as contas de quantos dias no mês me sobram "em paz", em harmonia com meus hormônios. Não façam a conta, é desanimador.

Marla de Queiroz 
AMOR DAQUI!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Amor: com fim, sem fim, mas sempre amor.

Não há qualquer regra para que estórias de amor tenham, necessariamente, um final feliz. Há muitas estórias de amor que encantaram o mundo mesmo sem o clichê “foram felizes para sempre”.


Assim foi a nossa vida, a nossa história, ao longo desses quase 20 anos. E o final, enfim, chegou. Mesmo sem o “felizes para sempre”, não deixou de ser uma linda estória de amor, pontuada por momentos de carinho, bom humor, ternura e, sempre, muito respeito mútuo. 

Por sorte, não vivemos um filme de terror e nem mesmo um drama choroso e tão cheio de mágoas como aqueles com os quais nos deparamos diariamente.

Atrevo-me dizer que vivemos uma comédia romântica, que não teve o tal “felizes para sempre juntos”, mas que terá, sim, o felizes para sempre, cada um no seu quadrado, cada um ao seu modo, sem cobranças, sem mágoas, sem neuroses, mas com muita amizade e o respeito de sempre. 

Nossa parceria, sempre tão afinada, vai continuar vida afora, porque o amor que construímos, ainda que já não renda momentos tórridos, existirá além da vida, como sempre existiu e nos acompanhou. Querendo ou não, seremos sempre companheiros de estrada, aqueles que se entendem com o olhar, se compreendem com meias palavras. 

E quer saber? Tivemos sim, o nosso “felizes para sempre”, pois o resultado de todos os nossos bons e lindos momentos, de toda a nossa união, da nossa comunhão, é aquele que faz, a cada um de nós, feliz para sempre, onde quer que estejamos, juntos ou separados: nosso menino. 

Foi muito bom viver essa história com você. Nunca me arrependi de um único dia desses 18 anos de convivência. Aprendemos muito um com o outro. Você sempre esteve ao meu lado, me apoiando, me dando colo, me chamando a atenção. E eu, sempre estive com você, para o que desse e viesse. 

Por tudo isso é que conseguimos chegar ao final dessa história de mãos dadas, passos juntos, como todas as pessoas de bem e que se amam verdadeiramente deveriam fazer. E o mais importante, com a certeza de que, apesar dos caminhos serem diferentes daqui por diante, o amor nunca deixará de existir e nos acompanhar. Eu lhe perdoo toda e qualquer mágoa que, por ventura, tenha marcado meu coração, e lhe peço perdão pelo mesmo motivo. 

Quero de toda a minha alma, que você seja muito, muito feliz, sempre, e, no que depender de mim, estarei sempre aqui, para te ouvir, te acalmar, apaziguar e compreender. Te amo muito, sempre, por todas as vidas. 


Feliz recomeço para nós!


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Entrelaçada

"As linhas da minha vida andam por entrelinhas, entrelaçadas aos laços que fiz e desfiz e aos que não aprendi desfazer. Misturam-se linhas tortuosas, torturadas, ora claras e definidas, e ainda assim, apenas linhas, que se cruzam e entrecruzam entre pontos e meio-pontos que o tricô da vida vai bordando pelo caminho. Definitivamente, nesse último ano a vida tem gostado da brincadeira de brincar comigo, de testar meus ânimos, meus limites e me tirar pra dançar. Então tá. Viro bailarina se preciso for". (divagações de Uma sereia aposentada). E já aviso: sem perguntas, por favor, nem eu tenho as respostas.

domingo, 27 de julho de 2014

Declaração de amor aos meus amores


Aprendi, ao longo da vida, que agradecer é fundamental e faz o mundo evoluir. Então, tirei esse momento, em que meu coração está pleno de alegria, para agradecer ao Pai Criador por me dar a oportunidade de evolução nesse planeta ao lado de pessoas que muito de si me deram e contribuíram para que eu possa ser o que sou.


Não me importa se chegaram ontem, há uma década ou mais, ou se ainda estão por vir. O que importa é o amor que me dedicam, os sorrisos compartilhados, os abraços apertados, os puxões de orelha para a realidade, o riso fácil.
 
Quero que cada um de vocês saiba o quanto é importante em minha vida, o quanto doou para sustentar meu espírito, tantas vezes perdido, muitas vezes feliz. Não, ainda não sou um espírito livre, equilibrado e em paz, mas percebo que a evolução se apresenta dia a dia e que cada um dos meus sorrisos, ouvidos e abraços para cada um e de cada um, me ajuda a subir estes longos degraus.

Mais jovem, me sentia feliz por meus dedos serem insuficientes para contar os inúmeros amigos que me rodeavam. Hoje, minha felicidade é conseguir separar os verdadeiros amigos, irmãos fraternos, daqueles que estão por aqui apenas para fazer parte da caminhada; porque descobri que os verdadeiros amigos não caminham juntos: eles ficam na concentração; estão ao longo do percurso ou te esperam na linha de chegada; porque são necessários para fortalecer o nosso caminhar, afinal, são os que nos incentivam, nos estendem as mãos e nos recebem com abraços.

Muitos de vocês nem se conhecem e outros se conheceram através de mim, mas quero que todos saibam da importância que tem nessa minha estrada e por isso lhes declaro esse amor para que jamais esqueçam que são amados, porque, todos os dias, quando me levanto, dou graças a Deus por ter a certeza de ser amada por vocês e isso ilumina o meu dia.

Muito obrigada, de coração e alma.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Vem dançar!

Boa noite, gente boa, povo lindo! E a chuva, resolveu dar o ar de sua graça. Chove torrencialmente no paraíso do verde. 

E a chuva chama, nos convida para dançar os embalos de mais um dia quente de verão. O vento, agora forte, já não sussurra, mas grita a plenos pulmões, nos convidando para a dança da chuva, sob o som inebriantes dos trovões e o espocar  dos relâmpagos que cortam o céu. 

A chuva, espetáculo de final de tarde, nos brinda com o convite para sermos felizes, porque o sol ainda está lá, assistindo a tudo e se preparando para entrar em cena, quando a esquete da chuva terminar.

Vem dançar!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

MORTO/VIVO - Conectados, vivemos melhor!

Sou cliente Morto/Vivo, antes Telefônica (o que não muda nada, só o nome), há mais de uma década e nunca fiquei tão aborrecida com o meu prestador de serviços, como no último semestre.

Para que as pessoas tenham uma ideia clara do que me aborrecendo (não queria baixar o nível, mas a palavra correta, no caso, seria “emputecendo”), apenas nos últimos 20 dias fiquei incomunicável por vários dias, sem net e sem telefone, nada mais, nada menos, que por três vezes seguidas. Isso já ocorreu outras vezes durante esse ano.

Nessas três vezes, liguei inúmeras vezes na Morto/Vivo, pedindo o reparo da linha. Primeiro, o atendente eletrônico “Mais Morto que Vivo”, avisa (como se ninguém soubesse) que os Correios estão em greve e você deve apertar 1 para pedir o código de barras da sua conta que vencerá nos próximos dias. Três minutos depois (que para mim, desprovida de paciência desde o nascimento) pareceram 3 horas, retorna a gravação e me pede para falar em poucas palavras o que preciso: REPAROS NO MORTO/VIVO SPEEDY. Falo o mais alto e pausadamente que consigo, e ele, parece que para me irritar, responde “Desculpe, não entendi, por favor repita, pausadamente e em poucas palavras o que você deseja”.

A essa altura minha vontade é dizer que o meu desejo é que vão todos para a PQP, mas, que adiantaria? Ele é apenas um morto/vivo, penso eu.

Mais de 10 minutos, (não seriam umas 10 horas?) alguém, cujo nome não entendo e cuja dicção é incompreensível (a Morto/Vivo deveria pagar fono para todos os seus “representantes”), consigo explicar o que está acontecendo (ou, na melhor das hipóteses, o que NÃO está acontecendo) estou sem telefone e sem net. Sim, já desliguei tudo, não consigo fazer nem receber chamadas, etc. etc. Só um instante, vou “estar passando” para o setor técnico.

Como assim?! E vem outro representante, do mesmo tipo e após várias perguntas idiotas, as quais já respondi para o atendente falecido anterior, a pessoa me avisa que há um problema na minha linha e que ela “estará abrindo” um chamado técnico e que no prazo de até 48 horas, o tal técnico “estará vindo” até o local para a manutenção da linha.

Esse técnico, um terceirizado, vem mesmo. Às vezes em menos de 48 horas, e outras bem depois. Ele arruma e tudo volta a funcionar. Que bom! Retorno ao mundo virtual e o meu telefone chato começa a tocar sem parar (será que as pessoas não desconfiam que não estou com paciência para atender telefone?). Adivinhem quem é? Outra gravação, pedindo que eu responda se o problema foi resolvido e se o serviço foi bem executado. Em um dia, me ligaram umas oito vezes com a mesma pergunta.

E tem outra coisa: em uma das inúmeras vezes em que precisei aguardar o técnico, um deles, muito simpático, me deixou o número do celular para que o chamasse caso o problema ocorresse novamente, uma vez que ele morava aqui por perto.
Claro que o problema ocorreu e como a Morto/Vivo me ignorou por mais de 03 dias, resolvi ligar para o bom samaritano: “Mas a senhora já ligou para a Vivo? Então esquece. A senhora deveria ter me avisado primeiro”. Só então entendi que de bom samaritano o inferno deve estar cheio. Ele queria era me prestar serviços (serviços pelos quais já pago para a Morto/Vivo).

Sei que vocês se cansaram da história e certamente têm algo parecido para contar (afinal, o slogan da Morto/Vivo é “conectados, vivemos melhor”!), mas não é só esse o problema por aqui.

Desde dezembro (sim, dezembro foi o ano passado), estou contatando a Morto/Vivo a respeito de um fio de telefonia que está se soltando, aqui em frente a minha casa. Nem sei quantos protocolos já me passaram e com quantos técnicos (todos os que vieram aqui ao longo desse ano) já conversei sobre o fato. A resposta é sempre a mesma: “Estaremos enviando” uma equipe para o local; ou, “Não é o meu serviço, mas vou avisar o fulano para passar aqui”.

Acreditem ou não, o fio ainda está solto, e agora, mais baixo que eu. Ao levar meu filho para a escola essa manhã, me deparei com o fio quase sobre o carro.




E sabem qual é o meu maior pesadelo? Será que “estarei ficando” sem telefone e sem internet mais uma vez essa semana?

Como cantaria Caubi Peixoto: “Canseeeei, Canseeeei...” e resolvi compartilhar meu emputecimento publicamente. Quem sabe alguém resolve “estar mandando” um técnico para resolver o meu “pobrema de comunicação”, afinal, como bem dizia Chacrinha, “Quem não se comunica, se trumbica”.

E para terminar (é, ainda tem mais) aproveito o gancho para reclamar de outra concessionária, a CPFL, aquela que dá a luz (ou deveria). Não bastasse o problema, corriqueiro no meu bairro e arredores, com a falta de energia (ao menos uma vez ao mês ficamos algumas horas no escuro), há mais de 03 meses estou reclamando sobre o poste de energia que está, literalmente, afundando, quase aqui em frente a minha casa e, até agora, ninguém apareceu para “estar solucionando” o caso. Minha última conversa no atendimento da CPFL:
                                          
“Em frente a minha casa tem um poste de energia que está afundando e a atendente da CPFL me pergunta:
- Está afundando pra baixo?
- Sim. (minha vontade - Não, está afundando pra cima, querida)
- A senhora acha que pode ser em razão da chuva?
- Não sei. (minha vontade - Como expert no assunto poste, acredito que deve haver alguma força sobrenatural puxando o poste. Pra baixo, claro.)
- A senhora acha que pode cair agora ou pode demorar algum tempo? Está em risco?
- Pela demora no atendimento, já caiu minha filha.

Eu tentando prestar um favor para a CPFL e quase precisei deixar minhas calças no atendimento, tantas perguntas me fizeram. Cacete. Eu só queria avisar que o poste está afundando.

É isso pessoas boas e cheia de paciência. Agradeço a atenção dos que perderam tempo lendo minhas lamúrias, mas o desespero nos leva a cometer loucuras.


PELAMORDEDEUS VIVO E CPFL ME AJUDEM! (Senão, vou chamar o Varal de Notícias, o JNO, a EPTV, o Ratinho, Datena, Marcelo Rezende, o Batman e até o Chapolim Colorado).

sábado, 7 de setembro de 2013

Pátria amada, Brasil!


Dia da Pátria, Dia da Independência do Brasil. Deixamos de ser colônia, passamos a ser "parfum". Um perfume rico de muitas notas: mistura de cores, flores e raças. Deixamos de ser colônia de aroma exótico, passamos a ter o nossa própria nota de fundo: brasilidade.



Saudade do tempo em que todos saiamos as ruas para comemorar. 


Os pais com seus filhos, carregando bandeirinhas, todos ansiosos para assistir o desfile cívico. Ainda que sempre se repetissem, ano após ano, o orgulho de ser brasileiro estava sempre presente. 

Os estudantes esperavam ansiosamente o dia 7 de setembro. A fanfarra ensaiava diariamente para que o hino pudesse ser acompanhado com perfeição. As saias brancas cheias de prega, difíceis de passar, ficavam nos cabides dias antes, esperando para desfilar. 

Bons tempos aqueles, em que, nas escolas, o hino nacional era cantado, diariamente. E ainda nos ensinavam que primeiro era "em teu seio, ó Liberdade" e depois "nossa vida, no teu seio, mais amores". Que "Brasil, um sonho intenso" vinha antes de "Brasil, de amor eterno seja símbolo".

Os tempos são outros. Nem as escolas mencionam a semana da Pátria. Os desfiles mudaram: desfilam corrupção e corruptos impunes, protestos e depredações. 

Mas a Pátria ainda é a mesma: nossa Pátria Amada, Pátria Mãe Gentil, mãe de um povo caloroso, trabalhador, criativo e que muito ainda tem a oferecer para que nossa Pátria Brasil, deixe o berço esplêndido, abra os olhos e vá em frente, atrás da tão sonhada Ordem e Progresso. 

Pátria Amada, Idolatrada, Brasil!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Sereia plus size

Todos já perceberam que meu lema é "I was born to shop and I love deals", ou, em bom português, nasci para comprar e adooooro uma promoção. Numa dessas, estou sempre batendo salto (baixo) atrás de uma boa liquidação.

Dias atrás, saltitando pelos corredores do Via Direta (atacado de moda em Americana), me deparei com uma vitrine de camisas femininas, todas em promoção. Imediatamente me joguei para dentro da loja, pensando que aquelas camisas seriam ideais para usar no dia a dia, ótimas fantasias de advogada. As camisas eram, de fato, lindas e do jeito que gosto: boas, bonitas e baratas, claro.

Mas o mais importante foi o fato de a vendedora ter insistido que meu tamanho não era G ou GG como eu pedi, mas sim o P e, no máximo, o M (palavras dela!).

É lógico que ao ouvir tamanho disparate e perceber que ela falava sério, comecei  a rir e pensei: "essa mulher bebeu antes de vir trabalhar ou tem sérios problemas de visão". Afinal, qualquer espelho, não somente o meu, pode identificar que o meu sobrepeso já passou das medidas ideais.

Mas, enfim, experimentei as tais camisas e, ao descobrir que o M e o P me serviram, acabei experimentando váaaaaarias outras roupitchas e trouxe um bom estoque para casa.

Tão empolgada fiquei com a modelagem e com o bom gosto das peças, que resolvi procurar o site da loja para ver se não tinha sobrado uma ou outra peça que eu não havia comprado.

Surpresa! Descobri que a loja, Spicy & Vitta, trabalha com duas modelagens: a Spicy é a tradicional e a Vitta é a modelagem plus size. Adivinhem qual foi a modelagem que veio para o meu guarda-roupa? Errou quem falou Vitta. Eu também trouxe umas peças da Spicy, tamanho G ou GG, claro. 

Sereia aposentada e plus size!
Meu consolo é que o pessoal do serviço social de uma empresa para a qual presto serviços nunca mais vai reclamar das minhas roupas sem manga. Agora sou uma sereia decentemente trajada.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Um pequenino grão de areia

Essa semana me encantei com uma notícia que vi no portal Terra. Um cientista americano fotografou grãos de areia  e ampliou as imagens 250 vezes. O resultado foi, ao menos para mim, inesperado, simplesmente encantador. Jamais imaginei que grãos de areia, para mim tão pequenos e tão sem cor, fossem, na realidade pedacinhos de encanto.

"Cada grão de areia é único", afirma Gary Greenberg, diretor do Laboratório de Microscopia e Microanálise do Instituto de Astronomia na Universidade do Havaí (EUA). 


Greenberg, que fotografa grãos de areia há dez anos, é originalmente fotógrafo e cineasta, mas mudou-se de Los Angeles para Londres nos anos 1970 com o objetivo de tornar-se doutor em pesquisa biomédica pela University College, na capital britânica. O especialista diz que os grãos trazem consigo histórias sobre a geologia, a biologia e a ecologia da região de onde se originam.

Para ler toda a notícia: Cientista fotografa grãos de areia

Confesso que vou pensar muito antes de pedir para colocarem piso frio no lugar da areia da praia. É fato, as fotos falam por si.







domingo, 22 de agosto de 2010

PRESA NO BANHEIRO

Sexta-feira, 10h00, já estou na porta do gabinete aguardando a reunião. Passados 15 minutos, manifesto minha vontade de ir ao banheiro e me dizem que não dá tempo. 

A porta se abre, os que estavam lá saem, e na nossa frente, outros entram. "É rapidinho", dizem. E eu lá, quase fazendo o número 1 nas calças. 

Mais 15 minutos de espera, minha bexiga avisa que "não dá mais prá segurar, explode coração"! Corro pro banheiro (tá bom, toilete, como dizem algumas das minhas "finas amigas"). Antes, passo pela mesa da Loirinha para pegar a chave, nada: nem loirinha, nem chave. Deduzo então, que ambas, loirinha e chave estão no "mijatório" (como preferem os meus amigos, nada finos).

A porta estava aberta, mas não havia nem sinal da loirinha por lá ou de qualquer pessoa, e nem da chave. Sem mais delongas, que alívio. "Agora posso ir tranquila prá reunião". 

Escuto a porta se fechar e o barulho da chave. 

"PQP (por extenso e em alto e bom som), me trancaram no banheiro".

Nessa hora, alguns se revoltam, outras se apavoram. Mas eu... eu tinha uma reunião e estava decidida a participar. Meti o braço na porta, dei porrada e gritei pela Loirinha.

Ela não veio, mas outra pessoa, lá da  Educação, ouviu o meu chamado, tão fino, e veio abrir a porta.

A reunião foi um sucesso! Estou abrindo uma sindicância para apurar o caso.

A loirinha? Quando  passei novamente pela mesa dela, nem sinal, nem ela e nem a chave. Mas o meu irmão, que estava no mijatório masculino e me ouviu, já tinha se encarregado de espalhar o fato.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

DETESTO LIÇÃO DE CASA

Após um dia exaustivo de trabalho, nada melhor que chegar em casa e descansar, certo? Errado. Melhor que tirar roupas e sapatos e fazer uma boquinha, é, sem dúvida alguma, ajudar os filhos a fazer a tarefa de escola.

Já perdi finais de semana com a montagem de maquetes, confecção de instrumentos com material reciclado, painéis de fotos, recortes em revistas, pesquisas na internet, etc.

Hoje estou perdida em meio a árvore genealógica, palavras monossílabas, dissílabas,  trisílabas e polissílabas, além das camadas da terra e cálculos de multiplicação, e já tenho tarefa de filosofia agendada para sexta-feira. E o meu filho tem só 07 anos e ainda está no 3o ano (antiga 2a série).

Há dias em que tenho vontade de esganar as professoras. Até entendo e concordo que os pais devem ajudar nas tarefas, mas convenhamos, às vezes mandam as tarefas para os pais e não para os filhos. Desconfio ser uma forma de vingança pelas horas em que aguentam nossos queridos e tão calmos pimpolhos.

E tem outra, o método de ensino é tão diferente da minha época que estou pensando seriamente em voltar ao ensino fundamental para poder ensinar ao meu filho. É uma "dificulidade" o assunto.

"Eu amo muito tudo isso".  

sábado, 12 de junho de 2010

É SEREIA OU É MICO?


Depois de muito relutar, me convenceram a tomar a vacina da gripe H1N1. Explico: tenho sérios problemas com agulhas. Na verdade, tenho verdadeiro horror a elas e por isso fujo do assunto e de injeções e vacinas. Por isso, mesmo incluída no grupo de risco por causa do diabetes, fiquei bem quietinha  e não fui me vacinar.

Sabendo do meu medo, a Tia Zu, coordenadora da campanha de vacinação, disse que eu poderia ir até a sede da vigilância, primeiro porque ela mesmo aplicaria a vacina e, segundo, porque lá eles tem uma maca na sala de aplicação, para o caso de alguém passar mal.

Assim, como não dá prá esquecer a seriedade do assunto e nem da minha doença, depois de muita pressão me convenceram e hoje eu fui.

Prá não chorar sozinha, levei a vovó (que tava louca prá tomar a vacina da gripe dos véio) e resolvi dar a vacina no Faisca (que também é bundão como a mãe). Encorajada pelas palavras do "tiozão da sukita" (Tia, não dói, eu nem senti a picada, deixa de ser mole), confesso que não fiquei nervosa até chegar lá.

Vovó, toda corajosa, foi a primeira, enquanto eu e o Faisca (que não parava de choramingar) tentávamos tirar no par ou ímpar quem seria o próximo a ser picado.

Mesmo que capenga, ainda sou o tipo de mãe que acha que deve dar exemplo aos filhos, então... com as pernas bambas, respirei fundo, me acomodei numa cadeira e, sem olhar para os lados, deixei que a Tia Zu fizesse o serviço.

Não foi assim tão indolor, mas foi muito rápido e eu pude me levantar lépida e faceira, orgulhosa por não ter dado  vexame.

Ainda orgulhosa, estava pronta para pagar por todos os vexames que fiz meu pai passar durante toda a minha infância.

Nem a minha coragem recém adquirida convenceu meu filho de que aquilo ali era moleza. O pentelho deu um "piti", chorou, esperneou e não queria ser vacinado de jeito algum. Tentei ser doce, fiquei brava, segurei-o com força, ameacei chamar o guarda e tudo mais. Ufa! coitado do meu pai, eu era muito pior. Quando ele viu que a Tia Zu estava decidida a segurá-lo e pediu para chamar o seu João Camargo para ajudar, então ele preferiu ceder.

Me abraçou com força, escondeu a cabeça no meu peito, e ficou lá, aterrorizado, esperando. Foi rápido, coisa de segundos.

E foi ai, que a Sereia virou Mico.


Durante aqueles infindáveis segundos, minha mente sã viajou. Fiquei ansiosa, nervosa, tive frio, e, com pena do meu filho, sabendo o que ele estava sentindo, tive vontade de chorar. Mas não chorei... desmaiei.

Só tive tempo de avisar: estou passando mal e puf!, apaguei. Depois disso tive que ficar mais uns 30 minutos deitada na tal maca, me sentindo nauseada toda vez que tentava sentar. Vim prá casa deitada no banco de trás do carro, com a vovó dirigindo. E depois disso ainda passei mais uns 30 minutos deitada, enjoada.

O pior disso tudo, é saber que daqui a 21 dias, o Faisca terá que tomar a 2a dose. Acho que a Tia Zu vai pedir férias.

P.S.: dessa vez, a Tia Márcia se negou a me acompanhar. Disse que a sua cota de vexames tinha terminado. Ela estava comigo nas duas vezes em que o Faísca foi internado e eu desmaiei enquanto ele era atendido. E era ela quem estava comigo, quando, há mais de dez anos, eu precisei tomar a vacina da febre amarela. Pelo que percebi, foram momentos inesquecíveis, rsrsrs.


P.S.2:
A Organização Mundial da Saúde – OMS, recomenda a imunização de trabalhadores de serviços de saúde, indígenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas, sendo que no Brasil a vacinação foi ampliada para outros três grupos, sendo crianças de 06 meses a menos de 2 anos de idade e adultos saudáveis de 20 a 29 anos e de 30 a 39 anos de idade.


quarta-feira, 9 de junho de 2010

LÓGICO, ISSO É LÓGICA!

Durante uma das sessões noturnas de "tarefa escolar" em que a matéria era sobre versos, rimas e estrofes:

Pergunta da apostila: na estrofe acima, o que as palavras grifadas têm em comum? (no caso, as palavras eram calafrio e frio)

Resposta óbvia: formam uma rima.

Resposta lógica do Faísca: 
uma palavra é maior que a outra e elas tem o final igual.

Lógico, né? Calafrio é maior que frio e tem o mesmo final... só eu não percebi.

domingo, 6 de junho de 2010

RELIGIÃO OU ESPIRITUALIDADE?


Dizem que Religião e Futebol não se discute. Será? E quando os assuntos se misturam?

Você deve se lembrar do episódio envolvendo os jogadores do Santos que aconteceu na Páscoa. Os craques santistas fizeram uma visita a uma entidade chamada Lar Espírita Mensageiros da Luz, que cuida de crianças com paralisia cerebral. O objetivo era entregar ovos de Páscoa e passar algum tempo com as crianças. Mas, alguns dos atletas, entre eles, Robinho, Neymar, Ganso e Fabio Costa, se recusaram a entrar na entidade e ficaram dentro do ônibus do clube, sob a alegação de que são evangélicos e a entidade era espírita.

Li esse texto no blog Umbanda on line e decidi postá-lo porque ele resume exatamente tudo o que muitos pensam sobre o assunto. O pastor Ed René Kivitz, autor do texto, expressou brilhantemente e de forma lúcida, os perigos da intolerância religiosa. Palmas para ele!

Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. Aliás, o mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.
A religião está baseada em ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e de cada uma das tradições de fé.
Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra a prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar os favores de Deus, você está discutindo religião.
Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião.
Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, para decidir se deve ou não entrar nela, você está discutindo religião.
O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Javé, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna, os devotos do Buda, e por aí vai. E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos que pensam e crêem de forma diferente, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os diferentes deixem de existir, pois se tornam iguais a nós, ou pelo extermínio puro e simples, como já aconteceu e ainda acontece ao longo da História, através de assassinatos em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com “d” minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.
Mas quando você concentra sua atenção e ação em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade que é comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da solidariedade, na busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero e, inclusive, religião.
Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa recheado de carinho, afeto e alegria para uma criança que sofre a tragédia e a miséria de uma paralisia mental”.

(Ed René Kivitz, pastor da Igreja Batista de Água Branca (SP), torcedor do Santos desde pequenino)

"Temos bastante religião para fazer-nos odiar uns aos outros,mas não o bastante para que nos amemos uns aos outros" (Jonathan Swift)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

RETRATO DE MÃE

Eu tinha uns 09 anos quando ouvi pela primeira vez esse retrato de mãe e sempre achei muito bonito. Por isso, esta é uma das minhas homenagens às mães. Um retrato fiel de todas as verdadeiras mães, em qualquer lugar do mundo.
 
"Uma simples mulher existe que, pela imensidão do seu amor, tem um pouco de Deus; e, pela constância de sua dedicação tem um pouco de anjo; que sendo moça pensa como uma anciã; e, sendo velha, age com as forças todas da juventude; quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida; e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças; pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama e, rica, empobrecer-se, para que seu coração não sangre, ferido pelos ingratos; forte, entretanto,estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, não se alteia com a bravura dos leões. Viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam. Morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo e dela receber um aperto de seus braços e uma palavra de seus lábios.

Não exijam de mim que diga o nome desse mulher se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum: porque eu a vi passar no meu caminho.

Quando crescrem seus filhos, leiam para eles esta página: eles lhe cobrirão de beijos a fronte e dirão que um pobre viandante, em troca de suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria MÃE".


Autor: Don Ramon Angel Jara - Bispo de La Serena -Chile (tradução de Guilherme de Almeida)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Telefone sem fio 2 ... A missão


Mais cedo na sala da liga da justiça... Estávamos eu, o Júlio e a Valéria conversando. Disse aos dois:

- No mês que vem vou obrigá-los a prestigiar minha participação no seminário regional de habitação. Vou fazer uma apresentação sobre a Vila dos Idosos*.


A Val, toda interessada, me diz:

_ Nossa, que bacana! E você é a favor ou contra?

Olhei para ela com aquela cara de "ué", sem entender exatamente o que ela estava dizendo:

- ??? Como assim? A favor de quem?

- Da fila. Você é a favor ou contra a fila dos idosos?

Depois dessa, tenho cada vez mais a certeza de que ela foi contratada por alguém que quer me ver num sanatório.




*(são 60 casinhas que a prefeitura construiu para emprestar aos idosos de baixa renda)

sábado, 24 de abril de 2010

Telefone sem fio



Feriado de 21 de abril. Preguiça pós-almoço. Por volta das 13h30 toca o celular da mamis. Pela conversa e exaltação, percebi que algo ou alguém não estava bem.

Levantei o olhar em sinal de interrogação e a resposta caiu como uma bomba:

- É o Ju (meu primo). Está na UTI desde ontem. Está passando pela 2ª cirurgia na cabeça. Meu Deus! Coitadinho! O que será que aconteceu?

- Nossa, isso é sério. O que aconteceu afinal? O que foi que a Tia Kiki te falou?

- Ela ligou para o Tio (Josean, irmão da minha mãe, pai do Junior, moram no RJ) para dar os parabéns (era aniversário dele). A d. Isaltina (sogra do meu tio) que atendeu e disse que ele havia descido. Então ela ligou no celular e ele contou que o Ju estava internado há dois dias e estava passando pela 2ª cirurgia na cabeça porque havia batido a cabeça na porta. Depois disso, ele disse que a ligação estava péssima e que ligava de volta mais tarde.

- Mas, mãe... bateu a cabeça onde, como alguém bate a cabeça na porta e vai pra UTI? Ela não perguntou detalhes? Como ele está? Corre riscos?

- Não sei. A tia Kiki disse que o tio estava no salão de festas comemorando o aniversário com os amigos e não quis falar muito. Tinha barulho e a ligação estava cortando.

Depois dessa o feriado ficou um pouco pesado. Minha irmã ligou em seguida e a primeira notícia foi essa chapuletada.

- Mas como pode? O menino na UTI e o pai comemorando o aniversário com os amigos? Será que o tio pirou?

Passamos o dia aguardando notícias e nada. Ligamos para a tia Kiki mais de 299 vezes ao longo do dia e ela não atendia. O celular na caixa postal.

Minha mãe cogitou pegar um vôo no dia seguinte e ir até lá para dar apoio a minha tia.

- Coitada da Tânia! Vou até lá para ver se posso ajudar em alguma coisa.

No Paraná, minha irmã tentava localizar um dos meus primos no MSN para saber o que havia acontecido e qual o estado real do Junior.

Eis que às 21h00 o celular toca e do outro lado da linha, tia Kiki vem com a notícia:

- Falei com o Gordo. Eles estavam numa pizzaria comemorando o aniversário dele. A família toda estava lá, inclusive o Ju. Quem está na UTI é o sogro do Junior. Parece ter caído e batido a cabeça num batente, e precisou de duas cirurgias para tirar um coágulo. Acho que não entendi direito quando o Josean me contou hoje de manhã. A ligação estava péssima e conforme ele falava as palavras saiam cortadas.

A gargalhada foi geral. Minha irmã, ao saber do ocorrido não conseguia falar de tanto rir. No final das contas, virou piada.

Vida longa e próspera ao meu primo Josean. Saúde auditiva para minha tia e que Deus abençoe a telefonia móvel do país, rsrsrsrsrsrs.



Explicação da tia:

- Perguntei ao Josean se o Ju estava bem e ele me respondeu que "o sogro dele está na UTI." Eu entendi "soube que ele está na UTI?
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