Páginas

Mostrando postagens com marcador diabetes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diabetes. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de novembro de 2010

Doce encontro

Ele esteve ao meu lado durante anos sem que eu notasse sua silenciosa e discreta presença. Chegou de mansinho, sem alarde, sem folguedos, e foi tomando conta de tudo. Quando percebi, já estava instalado e havia decidido (sem me consultar) que ficaríamos juntos para sempre (ou até que a morte nos separe, como dizem). A essa altura já havia reduzido minhas defesas, tomado conta do meu corpo e me adoçado ao extremo. No início me assustei, não estava acostumada àquele controle permanente, quase marcação serrada. Compreendi, então, que nada poderia fazer e aceitei sua doce presença. De fato, tornou-se minha companhia constante e nossa parceria tem dado certo. Sua existência não me assusta mais, não me incomoda. Aprendi a conduzi-lo e não ele a mim. Assim, vivemos bem, eu e o Diabetes.

Fique atento! O Diabetes já virou uma epidemia mundial. São mais de 200 milhões de portadores da doença e a grande maioria nem sabe que tem.

A doença ocorre quando o organismo não produz insulina (hormônio gerado no pâncreas que transporta a glicose para as células), suficiente ou resiste à sua ação, resultando em taxas de glicose no sangue excessivamente altas. Assim, aparecem os sintomas e as complicações do diabetes.

Sedentarismo e alimentação inadequada estão entre os fatores de risco. Mexa-se e alimente-se de forma saudável, sem excessos.

Campanha para o Dia Mundial do Diabetes - 14 de novembro

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

La dolce(?) vita de uma sereia pré ou já é... diabética

Esta semana estou me sentindo a própria “Docinho” das meninas superpoderosas (aposentadas)*. Descobri que ao invés de sangue, corre calda caramelada nas minhas veias.
Prá quem teve diabetes gestacional e histórico de docilidade aguda na família, o mínimo que eu poderia ter feito era um exame de sangue a cada três ou quatro meses. Mas o que fazer com o meu pavor de agulha?
Resolvi comprar um glicosímetro. Resultado: domingão, 07h00, glicemia de jejum 252.
“Não é possível, tinha que comprar um aparelho com defeito? Por isso tava barato”!
Sempre digo que desculpa de aleijado é muleta e eu tinha que arrumar a minha. Um segundo teste e o defeito foi confirmado: bateria fraca... do meu pâncreas.
Que???? Diabetes, eu? Nunca.
Mas o medidor de glicose não mente jamais: sua avidez por minhas gotas de sangue comprovou o “velho deitado” de que a rapadura é doce, mas não é mole. Precisei de remédio para baixar a taxa glicêmica.
É fato que não me preocupo muito com a saúde. Se não está doendo, tá tudo bão, e se doer um “bucadinho”, tomo um paracetamol que logo passa.
Sempre associei essa doença com injeções diárias de insulina, incontáveis exames de sangue e muitos, muitos furos no dedo. Se em uma semana já tenho medo de acordar com vazamentos pelas pontas dos dedos, nem quero imaginar depois de anos. E se esses furinhos não doessem, os fabricantes de glicosímetros não prometeriam “rápido, fácil de usar e mais delicado com seus dedos”.
Pior de tudo: sou uma draga, apreciadora da boa mesa, desde que não me sirvam verduras. Não sou coelho, não sou palmeirense e nem filiada ao PV. Detesto alface e seus parentes.
Aí, de sacanagem, a tal “tia betes” exige dieta e seu prato preferido são as verdurinhas, dentre outros pratos sem graça.
Já sinto a crise de abstinência pela falta de feijoada, lasanha, nhoque, pão, pizza (ai que fome), docinhos diversos e muuuuuito chocolate.
Ainda não posso dizer que estou diabética, mas posso afirmar que sou pré-diabética. Vou aguardar o resultado dos exames para saber com certeza qual o grau de pureza do açúcar que corre nas minhas veias (acredito eu que virá com rótulo: União ou Nestlé).
Até lá, ser ou não diabética, eis a questão.

*poderia abrir o Sindicato das Supersereias aposentadas.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...