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domingo, 18 de outubro de 2009

Não morreram, partiram antes

O post de hoje é para minha amiga Silmara e suas filhas, na tentativa de apaziguar os sentimentos de seus corações doloridos.

A Deus não importa quem fomos ou quem somos, mas quem seremos diante da escolha entre evoluir e ficar estagnado no mesmo caminho. A evolução é a direção de todo espírito e a grandeza de Deus está em não permitir que nenhum de seus filhos retroceda no caminho escolhido, ao contrário, sempre nos acena com uma nova oportunidade e nunca nos proibe de escolher entre seguir e ficar.


Não morreram, partiram antes (Amado Nervo - poeta mexicano)
Choras teus mortos com tamanho desconsolo que, dir-se-ia, és imortal
Not dead, but gone before, diz sabiamente o prolóquio inglês: "Não morreram, partiram antes".
Tua impaciência se move como loba faminta, ansiosa de devorar enigmas.
Pois não morrerás logo depois, e forçosamente não virás a saber a solução de todos os problemas que são de diáfana e deslumbrante sutilidade?
Partiram antes... Por que interrogá-los com nervosa insistência?
Deixa que eles sacudam o pó do caminho, que descansem no regaço do Pai e ali curem as feridas de seus pés andarilhos; deixa que ponham seus olhos nos verdes prados da paz...
O trem espera. Por que não preparar o bornal de viagem? Esta seria mais prática e eficaz tarefa.
Ver teus mortos é de tal modo premente e inevitável que não deves alterar com a menor ansiedade as poucas horas de teu repouso.
Eles, com um conceito total do tempo, cujas barreiras transpuseram de um salto, também te aguardam tranquilamente. Foi que simplesmente tomaram um dos trens anteriores.



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Nosso Zoo particular



Se há dez anos me perguntassem se eu queria um cachorro ou qualquer bicho que fosse, teria respondido de imediato que lugar de bicho é no zoológico.
-"Não, obrigada, não gosto de animais".
Realmente nunca fui fã de animais, domésticos ou não, quadrúpedes ou não. Gato para mim, só com duas belas pernas. Contudo, ao cuspir pra cima, corre-se o risco de cair na cara.


E foi exatamente o que aconteceu comigo. Hoje, em minha casa, há um cachorro por habitante, sem contar os passarinhos.


Há 9 anos fui adotada pela Preta Gil. Todas as noites esgueirava-se por uma fresta do meu portão, e, por mais que eu a enxotasse, ela sempre retornava. Quando percebi, um mês depois, havia, além dela, nove filhotinhos, todos nascidos em um buraco que ela cavou no quintal. Doei todos eles, mas não consegui ficar sem a doida da Preta. Ela foi enviada por Sedex-10, especialmente pra mim: não pulava, não lambia e não passava da soleira da porta. Acabei deixando que ela entrasse em minha vida e até tender nós já dividimos no Natal. O tempo passou mas ela continua firme em seu propósito de ser feliz comigo. Entendi perfeitamente o significado de lealdade e amor incondicional. Ela respeita minhas  limitações como ser humano e me ama mesmo sabendo que não faço "festinha" cada vez que ela se aproxima. Fica lá, na dela, quieta, ao meu lado. É uma companheira como poucos da minha espécie.


Ao contrário de mim, meus irmãos sempre foram apaixonados por animais. Na mesma época em que a Preta me encontrou, meu irmão foi adotado por um casal de fila, Chico e Kyara e, mais recentemente, por um labrador, Júlio.

Quando o Marco os encontrou, o Chico e a Kyara estavam perdidos pelas ruas de Piracicaba  e aquele amor à primeira lambida perdura até hoje. A Kyara, infelizmente, já partiu. Como diz meu filho, está morando no céu com o vovô. E se existe céu para cachorros (e eu acho que existe), ela realmente está lá. Tenho certeza de que a Kyara não era só uma cachorra, mas uma "lady" disfarçada de cachorro. Era a delicadeza em forma animal.



O Chico (Francisco Buarque de Holanda Martins Gomes), por sua vez, parece não envelhecer. Quanto mais o tempo passa, mais moleque ele fica. Tá sempre correndo de lá pra cá, alegre e saltitante. É uma criança crescida, de quatro patas.







Já o nosso cover do Marley, Júlio (César ou Iglesias), foi encontrado pelas ruas, desnutrido e muito doente e deixado aos cuidados de um veterinário amigo do meu irmão. Como o cara é "mui amigo", cuidou do bichinho e depois tratou de arrumar um lar para ele: nossa casa. Ele é muito fofo. Tem aquela cara de cachorro que caiu da mudança, um ar melancólico e olhar meigo.




Nossa última mascote é uma lhasa de 06 meses, chamada Paris (Hilton). É a única que não foi adotada, mas é filha da Pipoca, cachorra que a minha irmã achou nas ruas de Maringá, há uns  seis anos. Minha irmã deu para meu filho, que era louco por um cachorrinho que ele pudesse carregar e brincar. O nome ele tirou de uma dinossaura do desenho Dinossauro Rei. E ela é realmente uma dinossaura: está comendo praticamente a  casa inteira.






E não termina por aqui. Nós também temos 07 calopsitas e 01 agaporni (por enquanto):  Zé, Loro, Cléo, Kiko, Kyra, Loreta, Preto e Grandão. Pode acreditar, eles também acham que são gente.





segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Dia da Padroeira


No catolicismo:
Sua benção Senhora Aparecida. Mãe de todos os brasileiros, padroeira da Nação.
Rogo que nos ilumine, nos traga paz e prosperidade. Cubra-nos com seu manto sagrado, livrando-nos de todo mal.

Na Umbanda:
Saravá Mamãe Oxum, senhora das águas doces. Dai-nos paz e prosperidade, senhora do amor e do ouro.Dai-nos proteção, defenda-nos de todo mal.

*a imagem, acrílica em tela 30x30 de Vanessa Lima,  foi retirada do blog:
vanessalima.arteblog.com.br/r3155/Santos 

 

Dias das Crianças


Deus ilumine as crianças de todo o mundo.
Feliz Dia das Crianças Edu, Lala, Mimim, Juba, Lari e Gigi.

Prá minha amiga Simone também, que Deus te conserve assim, uma menina sapeca de 200 anos.
 

Presente de Deus

Dia 01/10 meu filho Eduardo* fez 07 anos. Como no dia em que nasceu, continua iluminando minha vida.


Costumo dizer que ele foi um presente de Natal que recebi de Deus.
Para mim Natal é sinônimo de festa em família. Não tem nada de especial se você não está no meio daqueles que ama, mesmo sabendo que só vai sair confusão (ainda mais quando se tem descendência italiana).

Passei o Natal de 2001 sozinha. Sem minha família, sem meus amigos, dividi um tender bolinha com minha fiel escudeira “Preta Gil” (minha cachorra**).

Triste, pedi a Deus que me abençoasse e não me deixasse passar outro Natal sozinha. Roguei para que no próximo ano eu pudesse estar com minha família e um filho nos braços.

Somente no Natal de 2002 me lembrei dessa conversa entre eu e Deus, ao me deparar com meu filho e meus familiares ao redor da minha mesa. Desde então, não sei o que é ficar sozinha no Natal. É uma alegria imensa ver meu filho e minhas sobrinhas felizes, esperando o momento de abrir os presentes. Deus nunca se esqueceu de mim, e renova seu presente a cada ano.

Meu filho, Dudu Faísca, é alegre, amoroso e inteligente e ilumina a vida de todos que o conhecem. É muito querido por seus amigos e os tem de todas as idades, conquistando a todos com seu bom humor e doçura.

Feliz aniversário filho, Deus te ilumine hoje e sempre e mantenha acesa sua luz interior.



“Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-los?”
(poema “Enjoadinho” – Vinicius de Moraes)

*Eduardo tem origem anglo-saxônica e significa guardião das riquezas ou próspero guardião.
**Ah! A Preta Gil continua dividindo o tender comigo, mas agora sobra menos para ela.


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