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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Vem dançar!

Boa noite, gente boa, povo lindo! E a chuva, resolveu dar o ar de sua graça. Chove torrencialmente no paraíso do verde. 

E a chuva chama, nos convida para dançar os embalos de mais um dia quente de verão. O vento, agora forte, já não sussurra, mas grita a plenos pulmões, nos convidando para a dança da chuva, sob o som inebriantes dos trovões e o espocar  dos relâmpagos que cortam o céu. 

A chuva, espetáculo de final de tarde, nos brinda com o convite para sermos felizes, porque o sol ainda está lá, assistindo a tudo e se preparando para entrar em cena, quando a esquete da chuva terminar.

Vem dançar!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

MORTO/VIVO - Conectados, vivemos melhor!

Sou cliente Morto/Vivo, antes Telefônica (o que não muda nada, só o nome), há mais de uma década e nunca fiquei tão aborrecida com o meu prestador de serviços, como no último semestre.

Para que as pessoas tenham uma ideia clara do que me aborrecendo (não queria baixar o nível, mas a palavra correta, no caso, seria “emputecendo”), apenas nos últimos 20 dias fiquei incomunicável por vários dias, sem net e sem telefone, nada mais, nada menos, que por três vezes seguidas. Isso já ocorreu outras vezes durante esse ano.

Nessas três vezes, liguei inúmeras vezes na Morto/Vivo, pedindo o reparo da linha. Primeiro, o atendente eletrônico “Mais Morto que Vivo”, avisa (como se ninguém soubesse) que os Correios estão em greve e você deve apertar 1 para pedir o código de barras da sua conta que vencerá nos próximos dias. Três minutos depois (que para mim, desprovida de paciência desde o nascimento) pareceram 3 horas, retorna a gravação e me pede para falar em poucas palavras o que preciso: REPAROS NO MORTO/VIVO SPEEDY. Falo o mais alto e pausadamente que consigo, e ele, parece que para me irritar, responde “Desculpe, não entendi, por favor repita, pausadamente e em poucas palavras o que você deseja”.

A essa altura minha vontade é dizer que o meu desejo é que vão todos para a PQP, mas, que adiantaria? Ele é apenas um morto/vivo, penso eu.

Mais de 10 minutos, (não seriam umas 10 horas?) alguém, cujo nome não entendo e cuja dicção é incompreensível (a Morto/Vivo deveria pagar fono para todos os seus “representantes”), consigo explicar o que está acontecendo (ou, na melhor das hipóteses, o que NÃO está acontecendo) estou sem telefone e sem net. Sim, já desliguei tudo, não consigo fazer nem receber chamadas, etc. etc. Só um instante, vou “estar passando” para o setor técnico.

Como assim?! E vem outro representante, do mesmo tipo e após várias perguntas idiotas, as quais já respondi para o atendente falecido anterior, a pessoa me avisa que há um problema na minha linha e que ela “estará abrindo” um chamado técnico e que no prazo de até 48 horas, o tal técnico “estará vindo” até o local para a manutenção da linha.

Esse técnico, um terceirizado, vem mesmo. Às vezes em menos de 48 horas, e outras bem depois. Ele arruma e tudo volta a funcionar. Que bom! Retorno ao mundo virtual e o meu telefone chato começa a tocar sem parar (será que as pessoas não desconfiam que não estou com paciência para atender telefone?). Adivinhem quem é? Outra gravação, pedindo que eu responda se o problema foi resolvido e se o serviço foi bem executado. Em um dia, me ligaram umas oito vezes com a mesma pergunta.

E tem outra coisa: em uma das inúmeras vezes em que precisei aguardar o técnico, um deles, muito simpático, me deixou o número do celular para que o chamasse caso o problema ocorresse novamente, uma vez que ele morava aqui por perto.
Claro que o problema ocorreu e como a Morto/Vivo me ignorou por mais de 03 dias, resolvi ligar para o bom samaritano: “Mas a senhora já ligou para a Vivo? Então esquece. A senhora deveria ter me avisado primeiro”. Só então entendi que de bom samaritano o inferno deve estar cheio. Ele queria era me prestar serviços (serviços pelos quais já pago para a Morto/Vivo).

Sei que vocês se cansaram da história e certamente têm algo parecido para contar (afinal, o slogan da Morto/Vivo é “conectados, vivemos melhor”!), mas não é só esse o problema por aqui.

Desde dezembro (sim, dezembro foi o ano passado), estou contatando a Morto/Vivo a respeito de um fio de telefonia que está se soltando, aqui em frente a minha casa. Nem sei quantos protocolos já me passaram e com quantos técnicos (todos os que vieram aqui ao longo desse ano) já conversei sobre o fato. A resposta é sempre a mesma: “Estaremos enviando” uma equipe para o local; ou, “Não é o meu serviço, mas vou avisar o fulano para passar aqui”.

Acreditem ou não, o fio ainda está solto, e agora, mais baixo que eu. Ao levar meu filho para a escola essa manhã, me deparei com o fio quase sobre o carro.




E sabem qual é o meu maior pesadelo? Será que “estarei ficando” sem telefone e sem internet mais uma vez essa semana?

Como cantaria Caubi Peixoto: “Canseeeei, Canseeeei...” e resolvi compartilhar meu emputecimento publicamente. Quem sabe alguém resolve “estar mandando” um técnico para resolver o meu “pobrema de comunicação”, afinal, como bem dizia Chacrinha, “Quem não se comunica, se trumbica”.

E para terminar (é, ainda tem mais) aproveito o gancho para reclamar de outra concessionária, a CPFL, aquela que dá a luz (ou deveria). Não bastasse o problema, corriqueiro no meu bairro e arredores, com a falta de energia (ao menos uma vez ao mês ficamos algumas horas no escuro), há mais de 03 meses estou reclamando sobre o poste de energia que está, literalmente, afundando, quase aqui em frente a minha casa e, até agora, ninguém apareceu para “estar solucionando” o caso. Minha última conversa no atendimento da CPFL:
                                          
“Em frente a minha casa tem um poste de energia que está afundando e a atendente da CPFL me pergunta:
- Está afundando pra baixo?
- Sim. (minha vontade - Não, está afundando pra cima, querida)
- A senhora acha que pode ser em razão da chuva?
- Não sei. (minha vontade - Como expert no assunto poste, acredito que deve haver alguma força sobrenatural puxando o poste. Pra baixo, claro.)
- A senhora acha que pode cair agora ou pode demorar algum tempo? Está em risco?
- Pela demora no atendimento, já caiu minha filha.

Eu tentando prestar um favor para a CPFL e quase precisei deixar minhas calças no atendimento, tantas perguntas me fizeram. Cacete. Eu só queria avisar que o poste está afundando.

É isso pessoas boas e cheia de paciência. Agradeço a atenção dos que perderam tempo lendo minhas lamúrias, mas o desespero nos leva a cometer loucuras.


PELAMORDEDEUS VIVO E CPFL ME AJUDEM! (Senão, vou chamar o Varal de Notícias, o JNO, a EPTV, o Ratinho, Datena, Marcelo Rezende, o Batman e até o Chapolim Colorado).

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

"Somos queijo gorgonzola" - texto da lindíssima Maitê Proença


"Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.

O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada.

Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola".

Maitê Proença

sábado, 7 de setembro de 2013

Pátria amada, Brasil!


Dia da Pátria, Dia da Independência do Brasil. Deixamos de ser colônia, passamos a ser "parfum". Um perfume rico de muitas notas: mistura de cores, flores e raças. Deixamos de ser colônia de aroma exótico, passamos a ter o nossa própria nota de fundo: brasilidade.



Saudade do tempo em que todos saiamos as ruas para comemorar. 


Os pais com seus filhos, carregando bandeirinhas, todos ansiosos para assistir o desfile cívico. Ainda que sempre se repetissem, ano após ano, o orgulho de ser brasileiro estava sempre presente. 

Os estudantes esperavam ansiosamente o dia 7 de setembro. A fanfarra ensaiava diariamente para que o hino pudesse ser acompanhado com perfeição. As saias brancas cheias de prega, difíceis de passar, ficavam nos cabides dias antes, esperando para desfilar. 

Bons tempos aqueles, em que, nas escolas, o hino nacional era cantado, diariamente. E ainda nos ensinavam que primeiro era "em teu seio, ó Liberdade" e depois "nossa vida, no teu seio, mais amores". Que "Brasil, um sonho intenso" vinha antes de "Brasil, de amor eterno seja símbolo".

Os tempos são outros. Nem as escolas mencionam a semana da Pátria. Os desfiles mudaram: desfilam corrupção e corruptos impunes, protestos e depredações. 

Mas a Pátria ainda é a mesma: nossa Pátria Amada, Pátria Mãe Gentil, mãe de um povo caloroso, trabalhador, criativo e que muito ainda tem a oferecer para que nossa Pátria Brasil, deixe o berço esplêndido, abra os olhos e vá em frente, atrás da tão sonhada Ordem e Progresso. 

Pátria Amada, Idolatrada, Brasil!
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